Foi aprovado, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mais um aumento na taxa-extra das bandeiras tarifárias cobradas nas contas de energia, quando há aumento no custo da produção de energia no Brasil. Para o Norte e Nordeste o aumento será de 5,5%. No Pará, o reajuste das Centrais Elétricas do Pará (Celpa) ficou em 3,6%.
O atual presidente da Celpa, Arthur Nonato, juntamente com o diretor de Relações Institucionais da concessionária, Mauro Chaves visitaram, na tarde de ontem, o Grupo RBA de Comunicação, onde foram recebidos pelo diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Filho, e pelo diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno. Na ocasião, o titular da Celpa falou sobre o funcionamento do setor elétrico.
“A Celpa compra a energia do governo federal e outras empresas e a distribui entre os moradores do Estado. A aplicação da bandeira vermelha ocorre quando a produção dessa energia fica muito cara e o governo é obrigado a aumentar o valor para não sofrer prejuízo. E agora, esse aumento foi necessário devido à estiagem nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste”, afirma Nonato.
Ele explicou que o novo reajuste trata-se de uma revisão tarifária que é feita pela Aneel de quatro em quatro anos. “A questão da estiagem já atinge o país desde o ano passado. Na época, as distribuidoras efetuaram reajustes, mas no cenário geral, os valores não conseguiram compensar o valor da produção de energia, pois os reservatórios do país ficavam cada vez mais secos. Agora, para cobrir o rombo, todas as tarifas ficarão maior”, disse.
O presidente também afirmou que o novo reajuste não deverá ser tão agressivo no Pará, embora reconheça que a conta de luz está saindo cara. “Ano passado, a Celpa propôs um reajuste de 37%, mas em cima do valor cobrado na época, quando a estiagem não era tão crítica. Agora, com o preço em que a energia é vendida mais caro, por causa da seca, as distribuidoras que tiveram reajustes menores deverão vir com reajustes maiores, em cima dos novos valores. Com isso, estados do Sudeste e Centro-Oeste deverão ficar mais caros que o Pará. A Energia está cara, de fato, mas a culpa não é da distribuidora”, garante.
Segundo o presidente, outros fatores contribuem para o aumento do custo da energia no Estado, como a baixa densidade demográfica em que se utiliza muitas linhas de rede elétrica para atender poucas pessoas, além de irregularidades dos consumidores, como inadimplência e gatos.
(Diário do Pará)
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