As chuvas esperadas para março serão constantes e prolongadas na Região Metropolitana de Belém, mas dentro do volume considerado normal para a região. É o que afirma o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A situação deve ser semelhante à de fevereiro, quando foi registrado chuvas em 24 dias do mês.
Segundo José Raimundo Abreu, diretor do Inmet, é esperado que chova 26 dias em março, a maior parte no horário da tarde, podendo se alongar para a noite. A intensidade deve ser de moderada a forte. Ele explica também que, mesmo com a grande periodicidade, o volume de água para ao período é considerado dentro da normalidade dos índices pluviométricos, ou seja, o total de chuvas no mês. “O total mensal é ficar dentro da normalidade, em torno de 447 a 450 milímetros de água”, disse.
A chuvas ocorrem, segundo José Raimundo, pela formação das nuvens conforme o vento que incide na região. “As nuvens estão se formando de forma homogênea, conforme os ventos do hemisfério Norte, por isso chove em determinada região e não chove em outra”.
Ele estima que março deverá ser parecido com o período chuvoso de fevereiro. Na última sexta-feira (27) uma tempestade caiu na cidade, deixando várias ruas alagadas e pessoas ilhadas.
“A chuva do dia 27 foi a mais forte do mês, choveu 79 milímetros. O que aconteceu foi uma tempestade severa em um curto período de tempo e, por isso, alagou diversos locais na cidade. A faixa de nuvens se formou pelo encontro das nuvens dos hemisférios Sul e Norte, denominado de zona de convergência intertropical”, explicou.
Ainda segundo o Inmet, cidades do litoral paraenses devem ter chuvas também com previsão de normalidades, com índice pluvial de 400 milímetros. No nordeste paraense, o índice deve ser cerca de 30% abaixo da média.
ÁGUAS DE MARÇO
Em março também é esperado o período de maré cheia dos rios. Segundo o Inmet, marés altas estão previstas para ocorreram entre 5 e 6 de março, na lua nova. José Abreu afirma, porém, que a maré do Ver-o-Peso não deve invadir as ruas. “É provável que a maré cheia não invada a altura do chão, a não ser que coincida com uma forte chuva na hora, ou uma hora antes da preamar”, disse.
(Diário do Pará)
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