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Sentimento é de insegurança em Belém

Os moradores da capital paraense estão tomados pelo sentimento de insegurança. Diariamente se ouve relatos de assaltos, sequestro relâmpagos, saidinhas bancárias, entre outros crimes. Para piorar, a onda de violência está aumentando cada vez mais, onde ví

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Os moradores da capital paraense estão tomados pelo sentimento de insegurança. Diariamente se ouve relatos de assaltos, sequestro relâmpagos, saidinhas bancárias, entre outros crimes. Para piorar, a onda de violência está aumentando cada vez mais, onde vítimas estão sendo mortas sem sequer reagir. E a violência não escolhe lugar para acontecer, podendo ser nos bairros nobres ou periferia da cidade.

E os números de crimes são assustadores, conforme relatos de quem já foi vítima ou presenciaram. Esse número pode ser ainda maior, já que muitas vítimas não registram Boletim de Ocorrência. “Criamos um grupo no Facebook dos moradores do Conjunto Maguari para discutir melhorias e fazer planejamento para nosso conjunto. Porém, ele também está servindo para alertar sobre a onda de violência que está aumentando. Só no último domingo (1º), 45 moradores ou visitantes divulgaram que sofreram assaltos no conjunto. Aqui está cada vez mais violento”, detalha a universitária Bruna Martins, moradora do conjunto.

Ela diz que ninguém consegue viver tranquilamente. “Não podemos ficar sentados na porta das casas, porque o tempo todo tem assalto. No último final de semana minhas primas vieram me visitar e estávamos na porta conversando, quando passou um morador e disse que era melhor a gente entrar, porque haviam acabado de assaltar uma outra moradora bem perto de casa. Já é comum ver as pessoas descendo do ônibus, ou saindo da escola, e sair correndo pelas ruas, para tentar fugir dos assaltantes”, completa. Ela diz ainda que dificilmente se vê uma viatura da polícia fazendo rondas pelo conjunto Maguari.

Uma moradora da travessa Pirajá, no bairro do Marco, que prefere não se identificar, conta que a situação no local não é diferente. “Todos os dias alguém é vítima de assalto ou sequestro relâmpago na Pirajá, atrás do Bosque. Ontem uma vizinha de frente da minha casa foi assaltada quando descia do carro. No sábado passado levaram uma outra vizinha no carro´, com o filhinho dela de 3 meses na cadeirinha. Mas essa situação é no bairro inteiro. É insegurança total. O pior é que na travessa ao lado (Enéas Pinheiro) funciona uma espécie de batalhão da PM, mas não vimos uma viatura fazendo rondas por aqui, só os assaltantes que não param de passar”, conta.

Na noite de segunda-feira (02), o filho de um morador da travessa Guerra Passos, no bairro de Canudos, também sofreu um sequestro relâmpago no momento em que deixava a casa dos pais. Dois assaltantes aproveitaram o momento que o jovem entrava no veiculo e anunciaram o assalto. “Tinham muitas pessoas na rua, já que ainda não eram nem 22 horas. Quando ele tava entrando no carro, vinham dois homens bem vestidos e anunciaram o assalto. Ele ainda tentou sair do carro e pediu que os assaltantes levassem apenas o veículo, mas não teve jeito. Eles empurraram o vizinho pra dentro do carro e fizeram o sequestro relâmpago”, conta um vizinho que, com medo, não quis se identificar.

O DOL entrou em contato com a Polícia Militar para saber sobre as rondas nos bairros e aguarda retorno.

(DOL)

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