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Indústria quer reduzir custo de energia

O alto custo da energia elétrica, que vem disparando desde o início do segundo semestre do ano passado, impacta fortemente a atividade industrial paraense e já se reflete na perda de competitividade do setor industrial do Estado. O diagnóstico foi feito

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O alto custo da energia elétrica, que vem disparando desde o início do segundo semestre do ano passado, impacta fortemente a atividade industrial paraense e já se reflete na perda de competitividade do setor industrial do Estado.

O diagnóstico foi feito ontem pelo presidente da Federação das Indústrias (Fiepa), José Conrado Azevedo Santos. Ele disse que o preço da energia no Pará, reconhecidamente um dos mais altos do país, somente chegará a um patamar relativamente confortável de modicidade com mudanças na legislação.

Ontem mesmo, por sinal, a direção da Fiepa encaminhou, à Assembleia Legislativa e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Estado, correspondência apresentando uma proposta que visa, a título de sugestão para futuras negociações políticas no plano federal, alterar a redação do decreto 7805, de 2012, que regulamentou a Medida Provisória 579, de 11 de setembro de 2012.

A mudança proposta pela Fiepa dá nova redação ao decreto em seu artigo quarto, parágrafo primeiro.A proposta está baseada em criterioso estudo realizado pelo Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Pará, presidida pelo empresário José Maria Mendonça. Segundo o presidente da Fiepa, o estudo foi elaborado com assessoramento da Confederação Nacional da Indústria, pesquisas junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério do Meio Ambiente, subsídios colhidos com altos executivos da Eletronorte e consultas a especialistas em áreas como direito tributário e engenharia elétrica.

“Nós hoje estamos preparados para discutir o assunto em qualquer instância, aqui e em Brasília”, afirmou José Conrado.

Pela legislação atual, em que o processo de relocação de cotas se dá proporcionalmente ao mercado de cada concessionária brasileira, são especialmente beneficiadas as distribuidoras do Sudeste e do Sul, por atenderem aos grandes centros de carga e, consequentemente, os maiores mercados.

Com a mudança pretendida, o que se deseja é que as cotas sejam prioritariamente distribuídas para os Estados produtores de energia e, na sequência, proporcionalmente ao mercado das distribuidoras.

Isso, conforme ressaltou o presidente da Fiepa, possibilitará a redução de tarifas nos Estados com pouca densidade demográficas e onde estão localizados grandes projetos de geração hídrica, como é o caso do Pará.

“Trata-se de uma proposta viável e que atende os interesses do Pará e dos demais Estados produtores de energia, visto que respeita o federalismo, e não apenas o mercado”, acrescentou.

Ele destacou também o trabalho que vem sendo realizado pelo Sistema Fiepa com o objetivo de sensibilizar internamente os órgãos a ele vinculados, e também o setor industrial como um todo, no sentido de racionalizar o consumo de energia, evitando desperdícios e reduzindo custos. Como exemplos de empresas bem sucedidas com plantas de geração própria, ele apontou a Tramontina e o polo cerâmico de São Miguel do Guamá.

Dentro do Sistema, que hoje mantém como regra a adoção de rigorosos princípios de sustentabilidade em todas as suas edificações, quem saiu na frente foi o Serviço Social da indústria.

O prédio Sesi Indústria Saudável, inaugurado em maio de 2013 na avenida João Paulo II para prestação de serviços nas áreas de saúde, educação, cultura, esportes, lazer e responsabilidade social, foi equipado com células fotovoltaicas para captação de energia solar. Hoje, a energia produzida nos finais de semana, quando o prédio está ocioso, é vendida para a Celpa.

(Diário do Pará)

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