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No Pará, 898 mil mulheres são chefes de família

Continua crescente no Pará o número de mulheres que são chefes da família dentro de seus lares, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará). O estudo divulgado ontem pelo Dieese informa que 898.313 mulheres

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Continua crescente no Pará o número de mulheres que são chefes da família dentro de seus lares, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará).

O estudo divulgado ontem pelo Dieese informa que 898.313 mulheres que vivem no Estado, com ou sem emprego, estão inseridas neste contexto.Baseado em dados estatísticos do próprio Dieese, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho (Caged/2014), a análise mostra que, em 2013, na Região Norte, das cerca de 5,2 milhões de famílias, aproximadamente 2 milhões (38,68%) eram chefiadas por mulheres.

No Estado do Pará, do total de 2,4 milhões de famílias, quase 900 mil (37,09%) eram chefiadas por mulheres.Ainda segundo o estudo, em números absolutos, dos sete estados que compõem a Região Norte, o Pará é o que apresenta o maior numero de mulheres chefes de domicílio.

Contudo, na distribuição percentual entre o número de mulheres chefes de domicílio e o total de famílias, o estado do Amazonas é o que detém o maior percentual.

DADOS

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2013) )do IBGE, o estudo diz que, no mesmo ano, com foco na relação entre a quantidade de mulheres chefes de domicílios e a população total residente, em toda a Região Norte o número de famílias somava 5.170.081, destas 38,68 % (1.999.991) eram chefiadas por mulheres.

Outro fator analisado pelo estudo do Dieese envolve a questão da renda do público feminino ocupado. Para o Dieese a situação é preocupante, pois, mesmo com maior preparo de mão de obra, no Pará e em todo o Brasil, as mulheres continuam ganhando pouco.

Os dados mostram que, do total de 3.522.959 pessoas ocupadas em todo o estado, cerca de 62,10% são homens (2.187.783 milhões) e cerca de 37,90% (1.335.176 milhão) são mulheres.Das mulheres ocupadas no Pará, 14,51% ganham até meio salário mínimo e 29,14% ganham entre meio e um salário mínimo.

Isto quer dizer que 43,65% (582.889) das mulheres ocupadas no Pará ganham até um salário mínimo de remuneração máxima mensal. Separada há dez anos, a enfermeira Sandra Oliveira, 40, conta que as duas filhas frutos do casamento, uma de 24 e outra de 17, acompanharam o seu sofrimento e hoje buscam uma independência financeira.

“Sempre eduquei e cuidei mais delas. Meu pai e minha mãe também ajudaram na criação, sempre a família ajuda bastante, tanto financeiramente quanto no trabalho. Mas elas sentiram a ausência do pai. Elas não querem ter filhos cedo, estão buscando a independência. Me considero uma mulher batalhadora e guerreira” , declara.

Já a empregada doméstica Maria Suzana da Costa, 36, exerce o papel de pai e mãe para os três filhos, um de 17, outro de 15 e uma de nove, de três relacionamentos que acabaram não dando certo.

“Para mim não foi tão difícil criar eles sozinha porque sempre tive patroas boas e eles sempre foram comigo para o trabalho. Agora a de nove anos me acompanha. Sempre me virei, moro só com eles e sempre consegui sustentar. Os pais pagavam pensão, às vezes atrasam. Mas, me orgulho de ter conseguido educar eles sozinha e são muito agarrados comigo”, conta.

(Diário do Pará)

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