Uma comissão formada por moradores, comerciantes e vereadores do município de Barcarena esteve reunida, na manhã de ontem, com deputados estaduais, na sede da Assembleia Legislativa, em Belém. O encontro teve o propósito de discutir possíveis soluções para a erosão da orla da praia do Caripi, em Barcarena. O problema tem causado prejuízos financeiros aos comerciantes locais que reclamam da falta de turistas.
Segundo a Associação dos Comerciantes da Praia do Caripi, cerca de 1.000 empregos direitos estão sendo prejudicados desde que a erosão se agravou, na última semana, atrapalhando a vida de trabalhadores, entre garçons, cozinheiros, ambulantes e camaroeiros das ilhas. Cinco barracas já foram destruídas pela força da maré e outras vinte estão ameaçadas de desabamento.
“Os turistas sumiram, e esta era nossa única forma de renda”, reclamou a comerciante Liduína Gemaque, que possui um pequeno comércio na praia.
Um reparo emergencial com a colocação de tubos no entorno da orla foi feito pela prefeitura de Barcarena. Com isso, parte da extensão da praia já foi liberada. Até semana passada o local havia sido interditado pela Defesa Civil.
MARINHA
Por ser considerado “terreno de marinha”, ou seja, área que margeia a costa atlântica do país e, por tanto, parte dos bens imóveis da União, os comerciantes procuraram os deputados estaduais para que pudessem sensibilizar os parlamentares na Câmara e no Senado Federal para a gravidade do problema.
Atualmente já existe um projeto elaborado pela prefeitura de Barcarena, orçado entorno de R$ 9 milhões. Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da AL, deputado Carlos Bordalo (PT), que presidiu a reunião, o valor é alto para a emergência do problema. Bordalo sugeriu uma espécie de ‘consórcio’ com uma parcela das emendas de deputados da casa para que o problema fosse solucionado.
(Diário do Pará)
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