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Paraenses preferem remédios de marca

Uma pesquisa do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em parceria com o Datafolha, feita em todo o país avaliou a segurança das pessoas em relação aos medicamentos vendidos nas farmácias. A análise teve como objetivo, saber o nível de conf

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Uma pesquisa do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em parceria com o Datafolha, feita em todo o país avaliou a segurança das pessoas em relação aos medicamentos vendidos nas farmácias.

A análise teve como objetivo, saber o nível de confiança da população ao comprar remédios de marcas, similares e genéricos. Os dados revelam que, em Belém, o nível de confiabilidade dos medicamentos de marcas renomadas é maior em relação aos demais.

Ao total, foram realizadas 2.162 entrevistas por todo Brasil, distribuídas em 134 municípios, de todas as regiões do país. Deste universo, 15% dos entrevistados estão na região norte.

“O nosso mercado é grande. Nele existem três opções de medicamentos. A pesquisa é para avaliar como as pessoas estão percebendo cada um deles”, explicou o presidente do Conselho Cientifico do ICTO, Dirceu Raposo de Mello.

O primeiro levantamento foi feito em 2012, quando o índice de confiança para comprar e consumir os medicamentos similares em Belém, era de 44% da população. Na segunda pesquisa, já em 2014, o índice cresceu sutilmente para 45%. Mas, a média de confiança da capital paraense está abaixo da nacional, que é de 54%, em relação aos medicamentos similares.

Neste período de dois anos, a Anvisa passou a cobrar das indústrias a existência de testes que comprovem a qualidade e equivalência terapêutica de um medicamento similar versus, para os que estão há mais tempo no mercado, com uma marca já firmada.

“O nível socioeconômico influencia bastante na opção. Tem pessoas que levam o genérico por ser mais barato, já outras, por uma questão de influência do profissional de saúde, seja o médico ou o farmacêutico. Outra influência é a questão da propaganda, e do costume de comprar sempre o mesmo medicamento”, alertou.

Em 2012, o índice de confiança nos medicamentos genéricos em Belém era de 68%. Porém, na segunda pesquisa, de 2014, este índice diminuiu gradualmente para 67%, na região norte. Novamente, essa média ficou abaixo da nacional, que é de 73%.

Os medicamentos com marca de referência no mercado estão no topo da confiança entre os paraenses. há três anos, a média em Belém era de 84%. Em 2014, este índice caiu para 82%, estando acima da média nacional, que é de 78%.

Nas farmácias da capital, há quem não concorde com a pesquisa. A dona de casa Elizabeth Moura, de 55 anos, acredita que os medicamentos genéricos, além de ser mais baratos, têm a mesma eficiência que os de marcas. “Se o médico passa, é porque é bom. Muitas vezes o que interfere é a mente das pessoas. A minha opção é pelo bom, e mais barato”, disse.

De acordo com a farmacêutica Rosa Lima, de uma rede tradicional de Belém, a pesquisa revelada mostra a realidade da capital. “As pessoas geralmente já chegam aqui com o nome do medicamento na cabeça. Até oferecemos outros, mas muitos preferem levar o que já estão acostumados”, afirmou.

(Diário do Pará)

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