O Laboratório de Microanálises do Instituto de Geociências (IG) é a mais nova aquisição para as áreas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Inaugurado ontem, o espaço recebeu dois novos equipamentos de última geração, importantes para análises químicas pontuais de minerais, materiais sintéticos e orgânicos, incluindo vegetais, e para estudos morfológicos e texturais, em escala micrométrica.
O primeiro equipamento, instalado em agosto de 2014, foi Microssonda Eletrônica JEOL JXA 8230, adquirido com recursos provenientes de projetos e agências de fomento à pesquisa (Finep, Capes, CNPq e Fundação Amazônia Paraense).
O segundo é o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) ZEISS SIGMA VP, cedido em comodato pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) para a UFPA. Este equipamento entrou em funcionamento em fevereiro deste ano.
EQUIPAMENTOS
Os dois equipamentos se juntam, agora, ao Microscópio Eletrônico de Varredura LEO-ZEISS 1430, em funcionamento de rotina no referido instituto desde 2004.
Um terceiro MEV no valor de R$ 500 mil foi adquirido recentemente por meio do Projeto Geociam, coordenado pelo professor Roberto Dall’Agnol, e deverá chegar ao IG em agosto deste ano e ser instalado até dezembro de 2015.
Desta forma, o Laboratório de Microanálises do IG passará a contar com três MEVs e uma microssonda eletrônica. O Laboratório de Microanálises é multiusuário e atende às demandas tanto da universidade como de outras instituições públicas e particulares de pesquisa no Estado.
Os equipamentos mencionados podem ser utilizados para pesquisas em diversas áreas do conhecimento, como geologia, biologia, odontologia, geoquímica, entre outras, permitindo a obtenção de imagens de materiais sólidos com grandes ampliações e alta resolução.
“Na área da geologia, por exemplo, pode-se identificar com maior precisão os tipo de minerais presentes em uma determinada rocha e obter suas composições químicas rapidamente. Em pesquisas feitas com pele de peixe, é possível identificar se pode ser utilizada para fabricação bolsa ou sapato.
Alguns trabalhos buscam aumentar a resistência de compensados por meio da diminuição da sua porosidade, o que pode ser facilmente observado em imagens ampliadas de MEV, explica o coordenador do Laboratório, Claudio Nery Lamarão.
“Hoje, nós temos no nosso laboratório equipamentos modernos que nos colocam, como instituição, no nível das melhores do país. Isso nos dá um potencial enorme e uma maior responsabilidade também, porque não basta ter equipamentos, temos que saber usá-los e transformar isso em produtos, resultados de pesquisas, prestação de serviços, integração com a comunidade e tudo que se exige hoje de um laboratório moderno, em particular numa região carente como a nossa”, defende Roberto.
(Diário do Pará)
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