A idosa Tereza Moraes de Oliveira, de 69 anos, aguarda desde setembro de 2014 para poder realizar o tratamento de iodoterapia pelo Estado e para ter seu direito à saúde assegurado, recorreu ao Núcleo da Fazenda Pública da Defensoria. A paciente está com câncer de tireoide.
A filha dela, Alcenira Moraes de Oliveira, explica que a situação da mãe é delicada por causa dos sintomas que já indicam metástase. Ela faz hormonioterapia como um tratamento paliativo, sendo apenas alternativa de emergência para que a paciente aguente até a realização da iodoterapia.
Alcenira informou que a clínica em que faria o tratamento da mãe chegou a entrar em contato para agendar a data do primeiro dia de iodoterapia, mas a data foi desmarcada por falha da Secretaria de Estado de Saúde. A primeira sessão seria no dia 18 de março, mas no dia seguinte ligaram desmarcando.
“A Sespa não havia enviado a dose certa de iodo radioativo para o tratamento da minha mãe”, comentou a filha, que procurou a Defensoria Pública do Estado.A filha da paciente explica que o tratamento de hormonioterapia chegou a ser suspenso porque a data para início da iodoterapia já estava agendada.
“Minha mãe parou de fazer a hormonioterapia porque o câncer dela é de tireoide e não é o tratamento adequado para quem tem essa doença. Ela está com um hipotireoidismo induzido em metástase no pulmão com três tumores”, revelou.
O defensor Rodrigo Cerqueira, coordenador do núcleo, ajuizou Ação de Obrigação de Fazer, com pedido de tutela antecipada, que tramita na 2ª Vara da Fazenda de Belém.
Ele solicitou a realização do tratamento de forma contínua e por tempo indeterminado, até que haja regressão da doença, cobertura completa de exames ou tratamento hospitalar necessário ao restabelecimento da saúde da assistida, enquanto persistir a necessidade.
Na ação, Rodrigo Cerqueira afirma que está havendo descaso com a situação da paciente, razão pela qual ela corre o risco de morte.
A ação esclarece ainda que dona Tereza está sofrendo graves prejuízos à saúde, com o avanço do câncer, sendo o tratamento prejudicado desde já pela não realização da iodoterapia.
A reportagem procurou a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), mas não teve retorno. (Com informações da Defensoria Pública do Estado)
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(Diário do Pará)
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