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MST é acusado de atacar fazenda

Pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupam a sede da fazenda Cedro, zona rural de Marabá, estão sendo apontadas como as autoras de uma ação criminosa que aconteceu na noite da última terça-feira (10). Esta é uma das

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Pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupam a sede da fazenda Cedro, zona rural de Marabá, estão sendo apontadas como as autoras de uma ação criminosa que aconteceu na noite da última terça-feira (10). Esta é uma das várias propriedades pertencentes à Agropecuária Santa Bárbara (Agrosb).

O grupo teria invadido o retiro Ouro Indiano, ocasião em que teriam expulsado duas famílias de trabalhadores da fazenda. Segundo denúncias, empunhando espingardas e armas artesanais, os acusados, por quase duas horas, permaneceram no retiro onde atearam fogo em móveis e num veículo do gerente daquela propriedade, Carlos Vinicius da Silva Nascimento.

A Cedro está ocupada desde o dia 1º de maio de 2009 e, desde então, se sucedem os conflitos entres os camponeses e seguranças armados que prestam serviços para a empresa.

Segundo o veterinário e gerente da Cedro, Carlos Vinicius, eram por volta das 21h30 quando foi informado que estava em andamento um ataque ao retiro e que uma família de trabalhadores era mantida refém.

Ele disse que foi até o retiro Ouro Indiano, mas foi recebido a tiros e teve que sair dali. O carro do gerente foi atingido em vários lugares. Segundo ele, em seguida, os acusados atearam fogo no veículo. Ainda na noite de terça-feira, o atentado foi denunciado na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá pela advogada Brenda Santis, que defende os interesses da Agrosb.

O delegado Alexandre Nascimento da Silva se deslocou até a propriedade que fica a cerca de 50 quilômetros do centro urbano de Marabá. Ainda na madrugada o delegado ouviu alguns trabalhadores da fazenda que disseram ter sido os sem terra os autores do ataque.

A equipe policial retornou à fazenda ontem e, acompanhado do perito Elias Nogueira, pretende tentar se cercar de todas as informações possíveis a fim de tentar identificar os autores deste atentado. O laudo deve ficar pronto em pelo menos 15 dias.

(Diário do Pará)

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