O ramo da alimentação é considerado promissor para os empreendedores. E as rotinas da vida moderna facilitam cada vez mais a abertura de locais de venda de comidas nas ruas.
Mas especialistas orientam que, antes de abrir um negócio, as pessoas trabalhem em algo com as quais se identifiquem e busquem conhecimento e consultoria de instituições de referência para que o negócio prospere.
A satisfação do empresário Daniel Mendonça de Sousa é saber que as suas três filhas conseguiram obter formação acadêmica em universidades particulares, subsidiadas pelo capital de sua empresa.
Há 25 anos, sem emprego e motivado pelo trato culinário que sempre fez parte das virtudes da esposa Flávia Sousa, ele resolveu começar a vender comida na rua. “A época era de chuva, quando comecei. Desempregado, eu acreditei na capacidade da Flávia na cozinha. Ela procura fazer tudo bem feito e sempre acreditei que um dia a gente venceria”.
Muitas vezes, o trabalhador da construção civil teve que carregar, com o auxílio de um carro de mão, o material para o preparo de tacacá, vatapá e outras comidas típicas. Mas isso não o desanimou.
“A dificuldade era fazer a freguesia. Colocar tudo a um preço bem mais barato e acessível para que todo mundo pudesse comprar. Não via lucro no começo, mas me satisfazia com a alegria de minhas filhas em poder nos ajudar na cozinha”, destacou Daniel.
Hoje, com três pontos de venda, em diferentes locais no bairro da Pedreira, e cerca de quinze funcionários, inclusive na produção das comidas, o empresário se diz feliz e realizado.
A pessoa que busca por qualificação pode ter mais suporte para reagir às dificuldades que encontrar no empreendimento, afirma a educadora financeira Patrícia Godoy.
“Para alcançar sucesso em um negócio novo, a pessoa deve buscar conhecimento, porque assim terá base para gerenciar seu negócio. Dessa maneira, saberá que precisa de alguém que cuide da parte administrativa de forma segura e qualificada. Para isso, é importante que procure consultoria em empresas que possuem referência em cada ramo específico”, ensinou.
“Em primeiro lugar, deve conhecer sua empresa e saber os gastos dela. Precisa ter um parâmetro do que fazer com o que conseguir inicialmente. Além disso, que tenha paciência para saber distinguir o lucro da empresa e não gaste com despesas pessoais em um primeiro momento. Tem que saber das etapas de risco e que tem que ter capital para investir”.
Uma boa dica é fazer três perguntas quanto à motivação para abrir um negócio voltado à alimentação. “’É pelo dinheiro?’, ‘Tenho tempo suficiente para se dedicar a um negócio que exige tanto no antes, durante e depois, como o setor de comércio de alimentos?’ e ‘Domino alguma área neste segmento, como doces, sorvetes, sanduíches, salgados ou refeições?’”.
Um dos lanches mais procurados pelas pessoas é a composição de salgados e sucos. E para fazer a diferença, o jovem empreendedor Joelnilson dos Santos, de 33 anos, pensou em estratégias como fazer a entrega sem cobrar taxa de serviço.
“Quando passam de cinco salgados, a gente faz a entrega para bairros próximos. Mas as pessoas procuram tanto que elas vêm de longe só para experimentar o nosso lanche”, contou.
Os clientes validam o que o empresário diz. “O diferencial aqui é a qualidade do lanche e o atendimento. A gente vem de São Brás para comer aqui na Pedreira”, disse o cliente Biolay Ávila.
(Diário do Pará)
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