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Máquinas no PSM seguem encaixotadas

Diagnosticados a tempo de se curar antes de necessidade de um transplante de rim, a situação dos pacientes renais agudos também não é muito satisfatória no Estado, segundo a associação. Já denunciado outras vezes, Belina afirma que seis máquinas de hemodi

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Diagnosticados a tempo de se curar antes de necessidade de um transplante de rim, a situação dos pacientes renais agudos também não é muito satisfatória no Estado, segundo a associação. Já denunciado outras vezes, Belina afirma que seis máquinas de hemodiálise continuam encaixotadas no Pronto-Socorro Municipal (PSM) Mário Pinotti, localizado na travessa14 de Março, em Belém. “No PSM temos 18 pessoas de urgência precisando de hemodiálise em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo)”, afirma. “Tem seis máquinas no PSM paradas desde 2011 e a até hoje as pessoas estão morrendo. A gente não vê resolutividade”.

Responsável por fazer a mesma denúncia tempos atrás, o Sindicado dos Médicos do Pará (Sindmepa) afirma que, até hoje, a informação que possuem também é a de que as máquinas de hemodiálise do PSM continuam paradas. “No caso dos pacientes agudos, que poderiam ter o problema resolvido definitivamente fazendo a hemodiálise, a situação do PSM da 14 já se arrasta há mais de seis anos”, estima o diretor do sindicato, João Gouveia. “A última informação que tivemos no final de fevereiro era que de as máquinas ainda estavam paradas porque eles estariam dependendo da contratação de um nefrologista e até hoje não temos conhecimento que o problema foi solucionado”.

INSUFICIÊNCIA

Para João Gouveia, o problema da insuficiência de serviços de hemodiálise no Estado é agravado ainda na atenção básica de saúde. “Os pacientes deveriam estar sendo melhor atendidos na atenção básica para que não chegassem à condição de doentes renais crônicos. Se bem atendidos, os pacientes com diabetes e pressão alta dificilmente evoluiriam pra um quadro de doença renal crônica”, afirma. “Não estamos conseguindo dar conta do tratamento de pacientes com diabetes e hipertensão, não damos conta da hemodiálise e não damos conta do transplante”.A Sesma foi procurada mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

Em texto divulgado ontem, o governo do Estado, através do Ophir Loyola afirma que no Pará, “11 polos oferecem atendimento e tratamento ao paciente renal crônico. O Estado mantém 366 máquinas de hemodiálise, com aproximadamente 2,4 mil vagas, fazendo 29,6 mil sessões por mês. O atendimento deve ser primeiramente realizado nas Unidades Básicas de Saúde, para que o paciente, mediante avaliação médica, seja encaminhado aos Serviços de Nefrologia, que atualmente atendem pacientes em estágio avançado, que dependem de diálise”.

(Diário do Pará)

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