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Manifestantes fazem ato por direitos em Belém

Um movimento articulado pelas redes sociais reuniu centenas de pessoas, na tarde de sexta-feira (13), na Praça da República, em Belém. Os participantes levantaram diferentes bandeiras, como em favor da educação e contra a corrupção. Alunos da Escola Esta

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Um movimento articulado pelas redes sociais reuniu centenas de pessoas, na tarde de sexta-feira (13), na Praça da República, em Belém. Os participantes levantaram diferentes bandeiras, como em favor da educação e contra a corrupção.

Alunos da Escola Estadual Magalhães Barata, que fica no bairro do Telégrafo, chegaram gritando palavras de ordem.“Este movimento, diferente do que será no domingo não tem a função de apoiar um impeachment da presidente Dilma (Rousseff), já que ela foi empossada de forma legítima pelo voto do povo. Mas viemos aqui para cobrar melhorias na educação e ainda exigir explicações para o corte de sete bilhões de reais feito no Ministério da Educação”, relatou o estudante José Júnior, da Federação Nacional das Escolas em Ensino Técnico.

André Tomaz, representando a União Nacional dos Estudantes (UNE) relatou que os diferentes movimentos fazem um ato simbólico em torno de pautas políticos sociais, além do combate à corrupção. “No nosso caso, da educação, lutamos para a ampliação de direitos, como o Fies, ProUni e outras bolsas de estudos. Acreditamos que os processos de inclusão devem avançar para que, de fato, todos tenham acesso”.Para um dos coordenadores da manifestação, Martinho Souza, é importante que o governo faça ajustes, mas sem influenciar no orçamento doméstico do brasileiro. “As medidas provisórias que mexem com o seguro-desemprego, pensões, implementadas pelo governo nos motivaram a estarmos na rua. Se o governo acredita que é importante fazer ajustes, mas faça taxando os grandes lucros que as empresas mandam daqui para fora do Brasil e nas grandes fortunas”, declarou um dos coordenadores do evento, Martinho Souza.

PONTOS

Martinho considerou ainda outros pontos a serem criticados pelos trabalhadores. “Para nós é importante defender a jovem democracia brasileira. Defender a Petrobras como um patrimônio do povo brasileiro, além de uma reforma política, com participação popular”.Munidos com seus equipamentos, 911 agentes de segurança, entre Polícia Militar, Guarda Municipal, Rotam, Detran, Semob e seis delegados da Polícia Civil acompanharam a manifestação, da Praça da República até a Praça do Operário, em São Brás.

Nenhuma ocorrência foi feita durante o protesto, segundo o coronel PM Dilson Júnior. Ele contou que no próximo domingo, quando está prevista nova manifestação, o efetivo deve aumentar. “A ideia é preservar a integridade física das pessoas e o patrimônio público. Mas no domingo, quando 30 mil pessoas confirmaram presença, o número de policiais vai aumentar”.

(Diário do Pará)

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