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Helder vê Brasil como potência

O consumo de pescado no Brasil, durante a Semana Santa, aumenta em cerca de 400%. No Pará, onde o peixe faz parte da alimentação diária, o aumento no consumo neste período não chega a ser significativo. No entanto, para milhares de pescadores que sobrevi

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O consumo de pescado no Brasil, durante a Semana Santa, aumenta em cerca de 400%. No Pará, onde o peixe faz parte da alimentação diária, o aumento no consumo neste período não chega a ser significativo.

No entanto, para milhares de pescadores que sobrevivem das águas fartas do Pará, esta época é a melhor do ano para escoar a produção. Desde a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2009, pescadores e aquicultores passaram a serem considerados produtores rurais com direito a créditos rurais com acesso a recursos mais baratos para financiar a produção. Desde então, a produção do pescado brasileiro vem aumentando gradativamente.

Mas a produção é proporcional ao tamanho e potencialidade do nosso país? O Brasil possui uma das maiores reservas de água doce do mundo, com cerca de 8,2 bilhões de metros cúbicos de água em rios, lagos, açudes e represas; além da extensa faixa litorânea.

Ainda pequena em relação ao seu potencial, a produção anual de pescado no País gira em torno de 1,5 milhão de toneladas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que o Brasil possa produzir, pelo menos, 20 milhões de toneladas. A meta, até o final do ano que vem, é atingir a marca de 2 milhões.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho acredita que o País tem condições de se tornar um dos maiores produtores mundiais de pescado até 2030.

“Estamos trabalhando para elevar a produção das atuais 765 mil toneladas na pesca e 480 mil na aquicultura para um patamar de três milhões de toneladas até 2020. Conforme a estratégia, a aquicultura deverá crescer de forma significativa, em média 25% ao ano, para alcançar daqui a cinco anos os dois milhões de toneladas”, revelou o ministro, em recente encontro com parlamentares na Câmara dos Deputados.

Para o ministro, o pescado é uma “nova fronteira produtiva para o Brasil”, já que tem extraordinárias possibilidades de produzir em larga escala para esse mercado, o maior do mundo no setor de proteína animal.

Helder Barbalho lembrou que a produção mundial de pescado hoje é da ordem de 160 milhões de toneladas, o que permite um fluxo de exportações sete vezes mais forte do que o mercado bovino e nove vezes o do frango.

Para viabilizar o crescimento da produção pesqueira o ministro apontou diversas ações em andamento, desde a consolidação de parques aquícolas em reservatórios e no litoral até políticas de crédito e de incentivo para a redução do preço da ração, responsável por 70% dos custos dos criatórios de pescado.

Para atender a demanda crescente no país e estimular ao longo do ano o crescimento do setor, programas e ações de fomento pretendem impulsionar a produção de pescado. Entre estas ações está o Plano Safra da Pesca, que valoriza os profissionais da área por meio de capacitação, além de estimular esse tipo de negócio ao disponibilizar linhas de crédito aos empreendedores nacionais.

Na semana passada, Helder Barbalho participou da reinstalação, na Câmara dos Deputados, da Frente Parlamentar Mista da Pesca e Aquicultura. O evento contou com a presença de representantes de colônias de pescadores de todo país que reafirmaram a confiança nas propostas do ministro, primeiro representante da região Norte do Brasil a ocupar a pasta.

Para Helder Barbalho, é fundamental para a pesca e a aquicultura a reedição da Frente no Congresso Nacional.

(Diário do Pará)

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