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Lixo hospitalar oferece risco em Marabá

Apenas este ano, agentes do Código de Postura de Marabá flagraram quatro locais com lixo hospitalar no meio da cidade e também encontraram dois lixões clandestinos. esta situação revela o tamanho da dificuldade que o município enfrenta para manter a cidad

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Apenas este ano, agentes do Código de Postura de Marabá flagraram quatro locais com lixo hospitalar no meio da cidade e também encontraram dois lixões clandestinos. esta situação revela o tamanho da dificuldade que o município enfrenta para manter a cidade organizada em relação ao destino correto do lixo.

Coordenador do Código de Postura, Jader Santos alerta para o fato de que esse material orgânico que sofre a ação dos decompositores - como é o caso dos restos de alimentos - ao ser decomposto, forma o chorume. Esse caldo escuro e ácido se infiltra no solo. Quando em excesso, esse líquido pode atingir a água do subsolo e, por consequência, contaminar a água de poços e nascentes.

Além disso, Jader lembra que há também o lixo industrial eletrônico, o lixo hospitalar, as embalagens de papel e de plástico, garrafas, latas, entre outros que, na maioria das vezes, não são biodegradáveis, isto é, não são decompostos por seres vivos e se acumulam na natureza.

Em relação ao lixo hospitalar, Jader Santos observa que esse lixo representa um grande perigo à saúde, uma vez que pode estar contaminado com micro-organismos causadores de doenças. O lixo produzido no ambiente hospitalar inclui lixo biomédico, tais como agulhas e seringas sujas, produtos químicos, lixo farmacêutico, materiais radioativos e lixo em geral.

Por conta desta situação, diz o coordenador do Código de Postura, as ações do município serão acentuadas no sentido de dar a destinação correta do lixo hospitalar. Em Marabá não é realizada a incineração do lixo hospitalar. Empresas credenciadas recolhem o lixo nos hospitais, farmácias e unidades de saúde e enviam para os municípios de Rio Maria e Xinguara.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que existe regulação específica para o descarte de resíduos de hospitais e serviços de saúde, o que inclui os medicamentos. Mas destaca que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais podem estabelecer normas complementares para direcionar a destinação deste material.

(Diário do Pará)

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