Reafirmando as denúncias promovidas por alguns pacientes, um documento feito pela equipe médica do PSM do Guamá - e ao qual o DIÁRIO teve acesso - aponta que houve uma “decisão administrativa de retirar o quarto plantonista da escala da clínica médica” do Pronto-Socorro do Guamá, reduzindo o número de profissionais de quatro para três.
Direcionado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e à direção do hospital, o documento atesta a dificuldade de atuação diante da redução do número de plantonistas justificando que, tanto o Pronto-Socorro do Guamá quanto o da 14 de Março “apesar de serem os únicos Prontos-Socorros de porta aberta que atendem alta complexidade, não receberam investimentos, em suas estruturas físicas, estando com os equipamentos e mobiliários em elevado processo de depreciação, assim como deficiência no modelo gerencial”.
O documento que seria entregue ainda ontem aos responsáveis aponta também, sobre o PSM do Guamá, que “a referida instituição não dispõe, no momento, de eletrocardiografia e radiologia convencional funcionante, que, segundo a Portaria nº 2048/2002 do Ministério da Saúde constituem recursos mínimos obrigatórios os quais devem, necessariamente, fazer parte do arsenal de qualquer unidade 24 horas de atendimento às Urgências e Emergências” e que a realidade do pronto-socorro é “agravada por problemas organizacionais como, por exemplo, a falta de triagem de risco, o que determina o atendimento por ordem de chegada sem qualquer avaliação prévia do caso, acarretando, muitas vezes, graves prejuízos aos pacientes”.
A reportagem fez contato com a assessoria da Secretaria municipal de Saúde (Sesma), mas não teve retorno.
(Diário do Pará)
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