Para pedir mais segurança na Escola Estadual Cidade de Emaús, alunos, professores e demais funcionários paralisaram as atividades no início desta semana. Na manhã de ontem, uma comissão foi à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para manifestar a insatisfação e pedir providências para conter assaltos e furtos.
Na escola, frequentemente ocorrem arrombamentos, deixando os funcionários e alunos com medo e sem material de expediente para desempenhar suas atividades.
“Geralmente os criminosos entram e levam tudo o que tem por lá. Esse problema é mais durante a noite e a madrugada. Hoje (ontem), nós estamos aqui na Seduc para reivindicar mais segurança, pedimos também que a secretaria mande levantar os muros da nossa escola, para inibir a ação dos bandidos. Os ladrões já levaram nossos computadores, as grades, as panelas, além dos assaltos na porta da escola, no período da noite. Estamos até sem aula e só vamos retornar quando for realmente resolvido o problema”, disse o professor Haniel Costa.
Segundo os manifestantes, a Seduc já teria sido cobrada pelos mesmos motivos, porém apenas uma parte da reivindicação foi atendida. “Essa é a segunda vez que cobramos mais segurança. Antes, os assaltos aconteciam durante o dia. Eles trocaram os agentes de portaria por vigilantes, mas eles ficam apenas na hora em que estamos aqui. Agora o nosso problema é na madrugada, pois não tem ninguém para cuidar da nossa escola.
REIVINDICAÇÕES
A pauta de reivindicações entregue à Seduc pede a troca de agente de portaria por vigilantes; levantamento dos muros; instalação de sirenes, câmeras internas e externas; iluminação pública e reforma na parte elétrica, além de serviço de capinação frequente no bosque que fica no entorno do prédio.
A instituição de ensino fica localizada na rua São Clemente, no bairro do Bengui, em Belém. A região é pouco movimentada, o que facilita as ações criminosas. Conforme os manifestantes, existem cerca de 2 mil alunos matriculados na escola, que atende estudantes dos ensinos fundamental e médio, além da Educação de Jovem e Adulto (EJA).
A Seduc afirmou, em reunião com a comissão, que pedirá à Polícia Militar um aumento do policiamento e das rondas na área, e que enviará técnicos da Diretoria de Recursos Técnicos Imobiliários à escola para identificar o que pode ser feito para melhorar a segurança.
(Diário do Pará)
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