Após inúmeras reuniões, os médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Belém decidiram entrar em estado de greve durante assembleia realizada na noite da última terça-feira (17), na sede do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa).
Ontem, a categoria encaminhou a pauta de reivindicações com pelo menos onze itens para o gabinete da Prefeitura de Belém, assim como para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
O Sindmepa estipulou um prazo de 15 dias para que a prefeitura se manifeste sobre o assunto, caso contrário os profissionais decretarão a greve, paralisando as atividades.
O mesmo deve ocorrer com os médicos que atuam nos dois Hospitais de Pronto-Socorro da capital, tanto no HPSM Mário Pinotti, da travessa 14 de Março, quanto no Humberto Maradei, no bairro do Guamá. Na edição de ontem, o DIÁRIO mostrou um flagrante de superlotação nos prontos-socorros municipais.
De acordo com o diretor administrativo do Sindmepa, o médico João Gouvêa, os profissionais que atuam nos PSMs estão sendo convocados para uma assembleia que deve ocorrer na próxima semana.
“O sentimento da categoria é que estamos caminhando para uma greve geral. Não dá mais para aguentar a falta de comprometimento da prefeitura tanto com a Atenção Básica, na urgência e emergência e com o atendimento ambulatorial”, garante.
Entre os itens da pauta de reivindicações dos médicos que atuam na ESF estão, principalmente, o questionamento dos profissionais acerca da diferença salarial entre os os contratados pelo município para a ESF e os profissionais dos programas Mais Médicos e do Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica (Provab), que terão remuneração de R$ 10.000, enquanto no ESF recebem R$ 5.500 líquidos.
Os médicos cobram ainda melhorias nas condições de trabalho, materiais básicos, equipamentos como balanças, estetoscópios e fitas métricas, além de mais segurança devido aos constantes assaltos.
“As condições de trabalho dos profissionais são as piores possíveis e isso afeta o atendimento com os pacientes. Ele está no terceiro ano de governo, mas ainda não mostrou nada”, disse Gouvêa.
A reportagem solicitou resposta à Prefeitura de Belém e à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Porém, não houve retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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