Exemplo do que ocorreu nos outros 14 campi da Universidade do Estado do Pará (Uepa), o campus de Marabá, no sudeste paraense, paralisou as aulas nesta quinta-feira (19). A paralisação foi a única forma encontrada pelos professores e estudantes para forçar o governo do Estado a investir em pesquisa e extensão, como explicou o professor Glauber Loureiro.
“Nos últimos quatro anos, tivermos um déficit de 10% em investimentos para laboratórios, qualidade de ensino e de pesquisa. Para se ter uma ideia, o campus de Marabá, que congrega cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, cursos na área de Saúde, cursos das ciências naturais, que precisam de investimento alto para manter uma qualidade de ensino”, disse. “Infelizmente o governador tem se mantido inoperante”, critica.
Um dos líderes estudantis, que pediu para não ser identificado, disse que são muitos os prejuízos à classe estudantil provocados pela falta de investimentos.
MEDICINA
Além dos problemas comuns a todos os campi da Uepa no Estado, o campus de Marabá tem ainda outro agravante: as duas turmas de Medicina não têm sala de aula.
O chamado prédio da saúde, que deveria ter sido concluído em agosto de 2014, está com as obras paralisadas e tomado de mato por todos os lados. Os galhos de árvores avançando para dentro da construção revelam o abandono.
A Uepa esclareceu, em nota, que já obteve autorização da Secretaria de Estado de Administração (Sead) para novas contratações de professores e aguarda até a próxima semana para o contrato de técnicos-administrativos.
Por outro lado, as demandas relacionadas à infraestrutura, reforma e melhoria das instalações serão atendidas de acordo com a possibilidade orçamentária e financeira da instituição.
(DOL com informações de Chagas Filho/Diário do Pará)
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