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Falta de diálogo com população motiva protesto

“Não foram feitas reuniões com a população. Ninguém foi informado sobre o programa de reconstrução da ponte. Ninguém chegou, conversou e esclareceu. Por isso vamos fazer a manifestação. O único jeito de atrair a atenção é manifestando. É o único meio de c

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“Não foram feitas reuniões com a população. Ninguém foi informado sobre o programa de reconstrução da ponte. Ninguém chegou, conversou e esclareceu. Por isso vamos fazer a manifestação. O único jeito de atrair a atenção é manifestando. É o único meio de conseguir algo nesse Estado”. Esse é o posicionamento de Pimentel Júnior, presidente da Associação Comercial de Moju, e de diversos outros moradores e empresários de Moju que farão a manifestação no próximo dia 23.

Segundo o representante, a falta de estrutura causou danos ao comércio e à população em Moju e de regiões próximas, como o alto do custo das mercadorias. “Tivemos uma aumento no valor do custo de transporte, por causa das longas filas de espera. Se aumenta o custo, aumenta o valor da mercadoria”, conta Pimentel.

O representante relata que muitos caminhoneiros que, antes da queda da ponte, faziam transporte quase diário de mercadorias pelo município, atualmente reduziram essa frequência para até uma vez por semana.

“Quando os caminhoneiros vêm, cobram valores altos. Antes, eles faziam transporte de soja, cobrando R$ 140 a tonelada, por exemplo. Hoje, eles cobram até R$ 170 pelo transporte da mesma mercadoria. Isso porque eles têm que passar de seis a oito horas para realizar a travessia”.

O presidente da Associação Comercial conta que madereiras – com cerca de 15 a 20 anos de funcionamento, e que empregavam até 300 empregados – fecharam as portas, enquanto aguardam a reestruturação da ponte. “Eles já afirmaram que não vão voltar a funcionar enquanto a ponte não voltar. Não tem como trabalhar desse jeito”.

Além do comércio, a falta de estrutura causada pela queda da ponte afeta a vida de Moju em diversas áreas como educação e segurança pública. “Professores chegam atrasados. Alunos não conseguem chegar no horário. Fora que o custo para chegar na cidade aumentou. Além de ônibus, agora as pessoas têm que pagar mais quatro reais de barco. Às vezes tem que pagar até mototáxi, porque o ônibus deixa longe da balsa”, comenta.

A crise causada pela queda da ponte também tem aumentado a insegurança em Moju, de acordo com o presidente da Associação. “Muitos dos que ficaram desempregados acabam tendo que recorrer a roubos e assaltos. Na semana passada, tivemos um assalto a uma clínica médica, por volta de 8h da manhã. Como a segurança fica voltada para a área das balsas, o comércio fica desprotegido”, relata Pimentel.

(Hélio Granado/DOL)

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