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Açaí deve continuar mais caro até maio

Tomar açaí dos tipos médio e grosso vai pesar ainda mais no orçamento do trabalhador. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o litro do açaí teve alta

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Tomar açaí dos tipos médio e grosso vai pesar ainda mais no orçamento do trabalhador. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o litro do açaí teve alta de cerca de 20% no preço.

O reajuste vem sendo aplicado desde dezembro de 2014. Vendedores de açaí estão se sentindo prejudicados por conta da queda nas vendas.

“Na última semana do mês de fevereiro, o litro do açaí médio foi encontrado pelo Dieese com os seguintes preços: nas feiras livres o menor preço encontrado foi de R$ 13 e o maior R$ 15 e nos supermercados o menor preço encontrado foi de R$ 20 e o maior R$ 27. Com isso, o litro de açaí médio teve alta em fevereiro de 7,90% em relação a janeiro. Nos dois primeiros meses de 2015 o tipo de açaí já alcança quase 20%”, disse.

Os tipos de acaí grosso e papa também sofreram reajuste. “O grosso iniciou o ano de 2015 custando, em média, R$ 18,46 e no mês passado foi comercializado a R$ 20,83. Com isso, o litro do açaí do tipo grosso apresentou alta no mês de fevereiro de 12,84% em relação a janeiro. Nos dois primeiros meses de 2015 o reajuste neste tipo de açaí alcança quase 21%. O tipo papa, que é comercializado em feiras livres da Região Metropolitana de Belém, também ficou mais caro 16,74% no mês de fevereiro em relação a janeiro, sendo comercializado, em média, a R$ 24,13 por litro”. continuou.

Segundo o Dieese, a tendência será de preços altos até maio. “A tendência, pelo menos até o mês de maio, é de altas no preço do açaí em todo o Pará, em função principalmente do período de entressafra do produto. As pesquisas do Dieese/PA realizadas nas duas primeiras semanas do mês de março já mostram novos aumentos no preço do produto”, afirmou Sena.

PREÇO

Para não perder clientes, Francisco Nelson, dono de um ponto de açaí na avenida Pedro Alvares Cabral, bairro do Telégrafo, congelou o valor do açaí quando houve o primeiro reajuste, em dezembro do ano passado.

Ele vende o tipo médio por R$ 12 e o grosso por R$ 18, mas quando fica difícil a compra do produto, o jeito é vender o popular, conhecido como fino.

“Aumentei só uma vez, porque aqui no bairro é complicado ficar aumentando, senão não vende. Quem comprava 2 litros, agora compra 1, quem comprava 1, agora leva só meio litro. Quando vendia o açaí médio a R$ 10, eu comprava a “rasa” por R$ 90, R$ 100, hoje já está custando R$200 e já cheguei a pagar R$ 300”, disse.

André Ribeiro já trabalha no ramo há 20 anos e, segundo ele, por conta da entressafra, teve que diminuir a produção de açaí em função da baixa procura.

“Antes eu batia de 10 a 12 latas e agora bato, no máximo, quatro ou cinco. Caiu bastante o movimento. Reajusta lá e temos que acompanhar repassando o novo valor para o consumidor”.

(Diário do Pará)

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