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Talento de paraenses é maior que desafios da crise

Ousar. Criar. Inovar. Estas palavras ilustram a vitoriosa trajetória do DIÁRIO DO PARÁ, que em apenas três décadas de existência já se firmou como líder absoluto do mercado de jornais no Pará, ao mesmo tempo em que coleciona algumas das mais importantes p

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Ousar. Criar. Inovar. Estas palavras ilustram a vitoriosa trajetória do DIÁRIO DO PARÁ, que em apenas três décadas de existência já se firmou como líder absoluto do mercado de jornais no Pará, ao mesmo tempo em que coleciona algumas das mais importantes premiações internacionais. Em maio, em Nova Iorque (EUA), o DIÁRIO representará o Brasil pelo quarto ano consecutivo como finalista no prêmio anual da Internacional News Media Association (INMA).

Condutor da fase mais recente e exitosa do jornal, fundado em 1982 pelo jornalista Laércio Barbalho, o diretor presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho, lembra que o setor de mídia passa por profundas transformações: quem não se adequar à nova realidade poderá ser excluído do mercado. Atento às mudanças em curso no Brasil - no ambiente atual de crise - e no mundo, ele diz que o DIÁRIO também prepara inovações mercadológicas e de conteúdo. “Somos maiores que a crise”, afirma ele, referindo-se tanto aos desafios do jornalismo impresso quanto ao Pará - em cujo destino de grandeza deposita uma confiança inabalável. Veja a entrevista:

P: O DIÁRIO alcançou em poucos anos a posição de vanguarda na imprensa do Pará.Há planos de continuar avançando nessa liderança?

R: Sim. O jornal, como todo setor de mídia, tem que passar, e vai passar, por uma reformulação. Esta é uma necessidade dos dias atuais e uma imposição incontornável a que todas as empresas modernas devem estar atentas no mundo globalizado. O jornal não pode fugir a essa realidade se quer sobreviver e ter vida longa.E a necessidade de reformulação não é exclusividade da mídia impressa. Ela se apresenta também à televisão, ao rádio e à própria web. Os veículos que não se reformularem e não se adequarem à mutação em curso correrão sério risco em futuro próximo, e isso vale para todos.Veja o caso do rádio. Nos Estados Unidos, avança rapidamente a digitalização e é forte a rádio via satélite.Isso para não falar de outros veículos, como as revistas, e das múltiplas ofertas de comunicação que estão surgindo. Os smartphones estão cada vez mais presentes na vida das pessoas.

P: Como o DIÁRIO deverá se encaixar nesse mundo em transformação?

R: Se tudo está mudando, com o jornal não poderia ser diferente. O DIÁRIO alcançou um patamar importante nos cenários regional e nacional. Isso nos lisonjeia, mas não nos acomoda. Ele precisa se reformular e vai se reformular. O jornal deve se adequar aos novos tempos. Ele precisa mudar sua linguagem e entender, ao mesmo tempo, aquilo que o consumidor espera dele. Quem não fizer isso vai ficar para trás.Esse é um grande desafio que o setor de mídia impressa tem pela frente.Em diversos centros, os jornais já começam a enfrentar dificuldades.Isso no Brasil ainda não se revela com tanta intensidade porque temos uma realidade local diferente.Mas seria um erro grave imaginar que, em algum momento, não vamos ser afetados, como tantos outros já estão sendo em várias partes do mundo.Os desafios são grandes e o DIÁRIO está se preparando. Estamos atentos às mudanças e vamos acompanhá-las.

P: São mudanças ligadas à tecnologia ou têm também conteúdo social?

R: As mudanças ocorrerão em todas as áreas, o que inclui inovações tecnológicas, mercadológicas e também as de cunho social. Com essa profusão de meios, as pessoas estão hoje muito mais bem informadas que no passado. Isso é particularmente importante num momento de dificuldades como o que atravessa o Brasil, em clima de ebulição social. Manifestações como as que ocorreram recentemente resultaram de convocações pelas redes sociais, muito mais do que por influência dos veículos de massa. Se no passado era possível utilizar parcelas da população como massas de manobra, como faziam e ainda tentam fazer alguns veículos de comunicação,essa possibilidade está desaparecendo.Nenhum veículo tem mais a condição de esconder a realidade.O DIÁRIO está à frente porque buscou sempre estar em sintonia com as necessidades e os desejos da sociedade paraense, da qual o jornal se tornou um fiel porta-voz.Isso lhe confere credibilidade e legitimidade.A sociedade paraense vê o DIÁRIO como um veículo voltado fundamentalmente para a defesa dos interesses do Estado e de sua gente.E vamos continuar a oferecer ao nosso público um produto de alta qualidade, em conteúdo e padrão gráfico.E, aos nossos anunciantes, a certeza de sucesso nos negócios.Ninguém põe dinheiro naquilo em que não acredita, que não lhe dá retorno.No caso do DIÁRIO, o anunciante percebe – e vai perceber ainda mais com as inovações que virão – que o jornal se empenha pela otimização de seus resultados. Esse é, para nós, do ponto de vista mercadológico, um diferencial importante.

P: O país atravessa um momento de crise e as dificuldades tendem a aumentar numa região de economia periférica, como é a Amazônia. É um desafio a mais às mudanças?

R: Sem dúvida, mas isso não nos intimida. Há um clichê: se há crise, tire um esse da palavra, transformando o substantivo em verbo. Se há crise, ouse e crie. É este o sentido, o que nos propomos a fazer.Esta semana li um artigo do publicitário Nizan Guanaes com lições primorosas. Ele diz que, na crise, cresce quem tem saídas, e não só queixas.Nisso estou de pleno acordo, como também com outra afirmação dele: as grandes empresas brasileiras não foram criadas na bonança, até porque momentos de bonança são raros na história do Brasil e da América Latina. O publicitário lembra que elas foram erguidas enfrentando dificuldades econômicas e políticas: “Elas superaram essas dificuldades se reinventando, encontrando oportunidades nessas crises. Seus empresários não foram só empresários.Nesses momentos, foram grandes líderes”. É também meu ponto de vista.A humanidade tem como como característica a capacidade de superação. É possível, sim, detectar a fonte das dificuldades e, a partir daí, buscar soluções.Nós crescemos porque acreditamos na força e na pujança do Pará. Essa confiança é cada vez maior, e é com ela que vamos enfrentar e vencer os desafios.Nós somos maiores do que a crise.

P: O DIÁRIO se fortaleceu como porta-voz dos anseios e aspirações do povo paraense ao mesmo tempo em que alcançou destaque dentro e fora do Brasil, inclusive com premiações internacionais...

R: Conseguimos isso com muito trabalho, seriedade e determinação, tanto no lado comercial quanto no editorial. Ao formular nossos produtos e projetos, buscamos antes informações junto à sociedade. É para ela todo o nosso esforço. Com pesquisas periódicas, procuramos sentir quais são os temas que estão no centro das preocupações da sociedade, e em cima disso agimos oferecendo soluções e alternativas. Por isso essa empatia, essa amizade, essa confiança recíproca, que fizeram do DIÁRIO, em poucos anos, líder absoluto de preferência no Estado.

P: A conquista de prêmios internacionais fortaleceu a posição do DIÁRIO no mercado brasileiro de jornais. Quais as perspectivas futuras?

R: O DIÁRIO estará mais uma vez nos Estados Unidos, em maio deste ano, representando o Brasil. Pelo quarto ano consecutivo, ele é finalista do prêmio da International News Media Association [INMA].Nos três primeiros anos, ganhamos seis títulos, seis primeiros lugares. No segundo ano, fomos recordistas em número de prêmios numa só edição. Tínhamos nos classificado em sete categorias e ganhamos os cinco primeiros lugares, de dez disponíveis. Isso nunca tinha acontecido antes.No ano seguinte, ganhamos o sexto prêmio e agora estamos concorrendo novamente com quatro projetos em quatro categorias.Independente do resultado, só o fato de um jornal da Amazônia estar concorrendo entre os maiores do mundo, como o The Guardian e o New York Times, entre tantos outros, inclusive do Brasil, já é para nós motivo de orgulho.Nos sentimos honrados por estarmos mais uma vez entre os melhores do mundo.Essas conquistas do DIÁRIO mostram nossa força, a nossa criatividade e o talento dos profissionais paraenses.Elas engrandecem nosso Estado. Quando o DIÁRIO ganha um prêmio internacional, não é só o nome dele que é projetado para o mundo. É também o Pará.

(Diário do Pará)

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