plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Tuberculose ainda é mal ignorado por muitos

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de um resfriado prolongado. Porém, a insistência das reclamações do corpo deve deixar os enfermos em alerta: a tuberculose pode acometer vários órgãos diferentes. Mesmo com tratamentos disponibilizados pe

twitter Google News

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de um resfriado prolongado. Porém, a insistência das reclamações do corpo deve deixar os enfermos em alerta: a tuberculose pode acometer vários órgãos diferentes. Mesmo com tratamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde e causas mais que conhecidas, o mal causado pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) ainda afeta muitas pessoas em condições socioeconômicas mais críticas. E o agravante: infectocontagiosa, a doença pode ser propagada por gotículas de escarro com bacilos da tuberculose: tosse, espirros, ou simplesmente estar em um mesmo ambiente com pessoa contaminada espalha a doença.

“O que chama mais atenção para a tuberculose é a febre, a perda de peso e a tosse juntas por muitos dias, pois, quando é outra doença, logo vão embora”, alerta o pneumologista Steven Pinheiro, lembrando a importância de se dar atenção a sintomas que parecem simples, mesmo que sejam indícios de resfriado ou virose. O especialista em pneumologia pelo Deborah Heart and Lung Center, de Nova Jersey, Estados Unidos, lembra que, por ser também a tuberculose uma infecção pulmonar, o seu quadro pode lembrar muito uma pneumonia. Porém, enquanto a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas ou dias, a tuberculose é mais lenta, evoluindo em semanas. “É importante consultar um médico com esses sintomas e fazer os exames, como raio x do tórax, o exame de pele e a pesquisa de escarro”, lembra o médico, que é paraense e professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

ALTA INCIDÊNCIA

No Brasil, a tuberculose é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da enfermidade. Neste quadro, o Pará é o quinto em taxa de incidência no país, com a elevada taxa de 42,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes - quando a Organização Mundial da Saúde tolera apenas 10 casos para cada 100 mil pessoas. Ano passado, Belém figurava entre as quatro capitais com maior número de casos do país.

RISCOS MAIORES

A OMS afirma que a tuberculose é mais comum nas áreas onde há pobreza extrema, promiscuidade, desnutrição, má condição de higiene e uma saúde pública com deficiência. Esta doença tem incidência elevada em regiões confinadas como prisões, lares de idosos e quartéis.

“Existem vários fatores que podem levar à doença, com as pessoas que estão sem assistência, com HIV, câncer, as que tomam regulamente corticoides, os indígenas, a população carcerária ou até mesmo os idosos em asilos e diabéticos. Essas pessoas estão mais suscetíveis do que as outras à tuberculose, devido à imunidade debilitada”, ressalta Pinheiro.

Os moradores de rua representam a população mais vulnerável ao mal, com o risco de infecção 44 vezes maior. Em seguida, estão os portadores de HIV/AIDS, com o risco de 35 vezes maior, e a população carcerária, com a probabilidade 28 vezes maior do que os que estão dentro do grupo de risco.

CERCO À DOENÇA

A necessidade de atenção em prevenção é redobrada justamente porque a tuberculose é uma doença infectocontagiosa que se transmite pelo ar, por contato com secreções respiratórias contaminadas, habitualmente através da tosse.

“É importante que os pacientes com tuberculose tomem alguns cuidados. O contato íntimo, como o beijo, os talheres, os copos, o que possa ser levado à boca, pode transmitir a doença para outras pessoas. Por isso, em uma casa onde alguém tiver a doença, todos devem ter cuidados”, argumentou o pneumologista Steven Pinheiro.


DESAFIO: TRATAMENTO

Conforme o boletim emitido pela coordenação do Programa Estadual de Combate à Tuberculose, a doença tem cura e o tratamento é disponibilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, ainda apresenta desafios quando surge em pessoas com HIV/aids e também ao ainda alto índice de abandono dos consultórios. O tratamento é longo. Em alguns casos, dura até um semestre. Se houver interrupção, não surte efeito e acarreta riscos de complicações no quadro e também de disseminação do mal. A cura é à base de antibióticos, em regime ambulatorial supervisionado, no serviço de saúde mais próximo à casa do doente.

A vacina BCG, composta pelo bacilo, é obrigatória na prevenção: deve ser tomada ainda quando todos somos bebês, ou o mais cedo possível.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!