Às vésperas do “aniversário” de acidente da ponte sobre o rio Moju, no nordeste paraense, a equipe de reportagem do DOL vivenciou o drama dos moradores e de quem precisa pegar a balsa para o município.
Além da demora, a equipe encontrou neste domingo (22) uma balsa média para fazer a travessia. Com capacidade apenas para duas carretas, dois ônibus e alguns carros de passeio, muitos veículos precisam aguardar um bom tempo na fila para embarcar.
A reportagem foi informada por um dos funcionários da balsa que a embarcação maior está com a rampa de acesso rachada, impedindo o acesso de veículos de maior porte.
Um advogado que trabalha no município contou que uma placa foi colocada no final de agosto do ano passado, informando que as obras estariam entreguem em seis meses, “mas até agora nada de obras, nada, nem um operário sequer”.
Um caminhoneiro comentou que chega a passar um dia inteiro de espera pelo momento em que deve subir na balsa para seguir viagem.
ECONOMIA
Com a demora para a solução do problema, comerciantes do Moju já sentem o impacto na economia.
“Tivemos uma aumento no valor do custo de transporte, por causa das longas filas de espera. Se aumenta o custo, aumenta o valor da mercadoria”, contou Pimentel Junior, presidente da Associação Comercial do Moju.
Segundo ele, até madeireiras que empregavam cerca de 300 pessoas foramm obrigadas a fechar as portas, enquanto aguardam a reestruturação da ponte.
Um ato está marcado para esta segunda-feira (23), quando o acidente completa um ano, para chamar a atenção sobre a demora da reforma.
Segundo o governo do estado, três balsas fazem a travessia para o Moju: duas pequenas, com apenas uma rampa, e uma balsa maior, com duas rampas de acesso. Uma quarta balsa está prevista para chegar na terça-feira (24).
(DOL)
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