"Acho que esse movimento é um grito. A gente grita, porque dói. A gente chora, pede ajuda. Isso aqui tem que ser encarado como um pedido de socorro", diz Alzira Rodrigues, 53 anos, comerciante e moradora do município de Moju.
Alzira mora na cidade há 15 anos e, há mais de oito anos, possui um estabelecimento comercial próximo à entrada da cidade de Moju, local onde é realizado um grande ato nessa segunda-feira (23) para lembrar um ano da queda da ponte sobre o rio Moju.
A comerciante afirma que o ato é motivado pela falta de diálogo com a população e por falsas expectativas criadas pelo Governo do Estado no período eleitoral. "A gente está sofrendo muito com o estado da ponte e com o descaso do Governo. Antes das eleições, publicaram em jornais, nas redes sociais que as obras estavam quase terminando. De lá pra cá, a gente não viu mais nada", desabafa a comerciante.
Alzira Rodrigues ainda reclama de um ato paralelo organizado por partidários do Prefeito de Moju e do Governo do Estado. "A administração municipal, ao invés de ajudar, conversar com a comunidade, faz esse ato paralelo e só faz atrapalhar a nossa manifestação. Nessa hora, não tem partido. Isso não é uma questão política. Isso aqui é pelo sofrimento de toda população", comenta.
"O prefeito [de Moju] deveria subir aqui e falar com a gente. Nada se consegue sem diálogo. Queremos que ele desligue os carros de som dele, em respeito ao povo que está protestando. O que a gente quer é que o comércio volte a funcionar. Queremos que o problema seja resolvido, apenas isso", finaliza a manifestante.
Segundo representantes da classe comercial de Moju, a situação das vendas e do abastecimento na cidade é de estaganação no último ano, com produtos cada vez mais caros e estabelecimentos fechando as portas.
(DOL)
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