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Educação está em greve por tempo indeterminado

Professores da rede estadual de ensino iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado, paralisando as atividades em escolas estaduais de todo o estado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), pelo menos 67 mu

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Professores da rede estadual de ensino iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado, paralisando as atividades em escolas estaduais de todo o estado.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), pelo menos 67 municípios aderiram ao movimento no primeiro dia.

Em Belém, uma assembleia geral realizada na Praça da Leitura, no bairro de São Brás, seguida de uma passeata, marcou o início da greve. Nem mesmo a chuva foi empecilho para a categoria.

Os trabalhadores saíram em passeata pela avenida Almirante Barroso em direção à sede da Secretaria de Administração (Sead), localizada na travessa do Chaco, bloqueando o trânsito de veículos na via até chegar ao local.

Após pressionar o governo para uma nova mesa de negociação, representantes da categoria e da administração estadual tiveram uma reunião na tarde de ontem. Contudo, o Sintepp afirma que terminou sem grandes avanços.

O Sintepp disse ainda que não ficou estabelecido o pagamento do retroativo do piso salarial dos professores e, também, não houve discussão sobre a pauta de regularização da jornada de trabalho. Uma nova audiência foi marcada para o próximo dia 8. A categoria afirma que a greve está mantida.

Hoje, a partir das 9h, será realizado um novo ato público, a “Marcha Nacional em defesa da educação Pública”, que sairá da Praça da República até o Centro Integrado de Governo (CIG), na avenida Nazaré.

“Posso dizer que a greve começou forte. 80% das escolas da Região Metropolitana estão paralisadas. Temos ainda informes de outros municípios e, no Oeste do Pará, quase todas as escolas paralisaram. Há uma indignação pela medida que está sendo tomada pelo governo e a Seduc. Como tem muita carência de professor no estado, é comum professores ultrapassarem suas jornadas. Isso foi dado o nome de extrapolação, então as aulas suplementares incidem no nosso salário para efeito de remuneração. O professor acaba pegando turmas porque não tem professor para assumi-las. O governo quer tirar as aulas suplementares e colocar todo mundo com jornada fixa de 150 horas em sala de aula. Com isso, vai ter uma redução drástica dos salários”, explica o professor Abel Ribeiro, membro da coordenação metropolitana do Sintepp.

Abel afirma que o governo pretende retirar as aulas suplementares para pagar o piso da categoria.

“Essas turmas que sobram, o governo primeiro fará uma avaliação para ver se dá de novo ao professor ou se contrata muitos professores, porque não foi feito concurso. Nós achamos que o governo quer dar um golpe, pois de um lado ele está devendo o piso, desde janeiro, então retira as aulas suplementares dos professores porque vai sobrar dinheiro para pagar o piso. Nós trabalhamos mais em sala de aula para ganhar um pouquinho mais, porque necessitamos. Quem dera se tivéssemos um salário digno que nos desse condições de ficar só com um número certo de turmas. O governo está tendo uma atitude absurda de penalizar o professor. Tem professor que vai perder R$ 2 mil no salário”, disse.

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(Diário do Pará)

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