Testemunhas do processo de acidente no trânsito que matou José de Souza Trindade, 52 anos, e Cassyus Augusto Fonseca Ramos, 25 anos, envolvendo a advogada Darlene Pantoja da Silva, 27 anos, foram ouvidas nesta quinta-feira (26), pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Belém, Sérgio Andrade de Lima.
A advogada responde por homicídio culposo, quando não há intenção, cuja pena prevista é de até 4 anos de reclusão, podendo ser convertido em pena alternativa, além de pagamento de multa e perda de direitos políticos.
O processo entra agora na fase das alegações finais da acusação, representada pela promotora Márcia Beatriz Souza, e da defesa, representada pelo advogado Arnaldo Lopes, para apresentarão das manifestações finais. Cada parte terá cinco dias para suas últimas manifestações. A sentença será proferida pelo juiz que preside o processo, após os autos retornarem ao seu gabinete com essas manifestações.
No total foram ouvidas nove testemunhas, das quais oito da acusação e uma pela defesa da ré. A médica que atendeu a advogada, socorrida e levada para um hospital particular, afirmou em juízo que a advogada não estava embriagada, contradizendo depoimento de testemunhas de acusação que teria visto garrafa vazia de bebida alcoólica no local do acidente. A testemunha de acusação diz também ter visto capacete do motociclista no local do acidente.
O laudo de levantamento do local teria encontrado uma garrafa de bebida alcoólica vazia, informando na pericia que o local não estava isolado sendo tomado por diversos mototaxistas que se juntaram no entorno do acidente.
Na audiência de continuação realizada nesta quinta-feira (a primeira ocorreu janeiro), foram ouvidas as duas testemunhas de acusação. Em seguida, a justiça colheu o depoimento da médica que atendeu a advogada após o acidente, quando esta foi conduzida ao hospital, após ser retirada das ferragens do carro.
O acidente que envolve Darlen Pantoja ocorreu na madrugada do dia 27 de abril de 2014, no cruzamento das avenidas Alcindo Cacela com a Conselheiro Furtado. A advogada dirigia o veículo que se chocou com um mototaxista que transportava um jovem. Os dois morreram no local e a condutora do carro, presa nas ferragens, foi socorrida e levada para um hospital particular.
A defesa da ré garante que o mototaxista teria ultrapassado o sinal vermelho e que tanto ele quanto a carona estavam sem os capacetes.
(DOL com informações do TJPA)
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