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Visitantes e feirantes comemoram aniversário

Os 388 anos do Ver-o-Peso atraiu muitos visitantes. As pessoas tiravam fotos, lanchavam e dançavam ao som das bandas que animavam a programação de aniversário. O bolo foi cortado às 9h. Enquanto a festa ocorria, os feirantes aproveitavam a movimentação pa

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Os 388 anos do Ver-o-Peso atraiu muitos visitantes. As pessoas tiravam fotos, lanchavam e dançavam ao som das bandas que animavam a programação de aniversário. O bolo foi cortado às 9h. Enquanto a festa ocorria, os feirantes aproveitavam a movimentação para atrair a multidão. Valia todo tipo de criatividade na conquista do cliente.

A foto de uma mulher estampada em um papelão de um metro, chamava atenção para a barraca do feirante Marcelo Leal, 40 anos. Ele escreveu em uma folha de caderno com caneta e colou ao lado da imagem da modelo a frase: “Seja bem-vindo. Feliz Aniversário Ver-o-Peso”. A iniciativa despertava curiosidade. “Aqui tá bem animado. Tem muita gente vindo pra cá. To vendendo bem mais’’, conta.

O Ver-o-Peso faz parte da vida de Marcelo desde quando ele tinha 6 anos. O ponto era da mãe, que hoje está com 75 anos e não trabalha mais. Com as vendas na feira, ele sustenta os filhos e netos. Segundo Marcelo, o passar dos anos mudou a rotina de quem trabalha no local. “Antigamente o Ver-o-Peso era bom. Dava meio dia e a gente ia embora. Já tinha vendido tudo. Agora tudo mudou porque tem muitas feiras e comércios nos bairros”, diz.

COMEMORAÇÃO

Os balões coloridos se destacavam na barraca de Libia Pereira de Castro, 66 anos. “Todos os anos compro balão para colocar aqui. A feira representa tudo pra mim. Isso aqui é a minha vida”. Se Libia pudesse presentear o Ver-o-Peso, não pensaria duas vezes em uma reforma nas tendas das barracas. “Queria que ajeitassem a cobertura. Fizessem uma limpeza. Eu quero ter muitos anos de vida para comemorar aqui”.

Há 32 anos no Pará, a maranhense Mirian Pereira, saiu de casa, em Icoaraci, para dar uma volta. Enquanto passeava, refletia se deveria ou não voltar para a terra onde nasceu. “Eu gosto de Belém. Gosto mais daqui do que do Maranhão. Vou voltar para o Maranhão, mas estou pensando seriamente em ficar mesmo é por aqui”.

A comerciante Herica Arnold do Carmo, 20 anos, de Tucuruí, aguardava a irmã para passearem juntas na feira. Herica se diz encantada pelo artesanato que só encontra no Ver-o-Peso. “O que me chama atenção são as coisas que tem aqui e não tem em Tucuruí. O chaveiro com o nome que fazem da gente na hora. O chaveiro com Castanha do Pará, que eu nunca tinha visto”.

Muitas pessoas desejam dar ao “veropa”, como é popularmente conhecido, um presente que há anos o local não recebe: segurança.

Mototaxista há cinco anos no local, Robson Pompeu, 35, diz que gostaria de um Ver-o-Peso seguro. Segundo ele, os guardas municipais e policiais militares presentes ontem, só estavam no local por causa da programação de aniversário. “O que a feira precisa ganhar é segurança”. “O ruim mesmo é a segurança”, enfatiza o autônomo Andre Luís Ferreira, 43 anos e trabalhando desde os 11 anos na feira.

(Diário do Pará)

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