O governo se compromete a pagar o reajuste de 13,01% do piso salarial, além do retroativo, cujo montante atinge R$ 100 milhões. No caso do retroativo, promete pagamento parcelado até o final do ano. Há ainda o reajuste do vale-alimentação, mas sobre isso o governo se cala. Em carta aberta à população, o Sintepp acusa Jatene e Helenilson de pretenderem acabar com a escola pública.
“Nossas escolas não são climatizadas, a água é de péssima qualidade, banheiros impróprios para uso, quando chove alaga tudo, rede elétrica precária e agora temos que conviver com a violência, pois os furtos e as ameaças físicas são constantes”.
A Seduc também não paga o piso nacional do magistério, que é lei, e resolveu limitar a carga horária do professor. Ou seja, os alunos vão para a escola e os professores não podem dar aula porque a Seduc não autoriza.
Outro problema sério enfrentado, diz respeito à merenda escolar que não foi comprada este ano; sem falar nos livros didáticos que ainda não foram distribuídos para todas as escolas. Problemas que só reforçam, segundo a nota, a angústia de todos que dependem da escola para estudar ou trabalhar.
Jatene e Helenilson apelam para que os professores voltem às aulas. Seria fácil, muito fácil, se ambos cumprissem o que prometem, cessando as ameaças, o assédio moral e a arrogância. Armas de quem não quer diálogo, mas apenas monólogo.
(Diário do Pará)
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