Não é só dentro de Belém – ou nas demais cidades da Região Metropolitana – que os motoristas são alvo da gula arrecadatória dos órgãos de fiscalização de trânsito. Trafegar pela Belém/Brasília e, principalmente, pela BR-316, em especial no trecho mais próximo da capital, exige muitos cuidados do condutor.
Em pontos diversos das duas rodovias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes instalou e mantém em operação equipamentos eletrônicos similares aos de Belém.
Esses equipamentos, entre radares fixos e lombadas eletrônicas são multadores implacáveis e impiedosos.
E pior: como os limites de velocidade variam muito – entre 40, 60 e 80 Km por hora, em estradas onde a legislação permite velocidades de até 110 Km/h para automóveis –, os motoristas precisam ficar permanentemente atentos. O menor descuido lhe poderá ser fatal.
SEM TRANSPARÊNCIA
Tanto quanto a Semob ou mesmo ainda mais, o DNIT mantém o funcionamento desse sistema hermeticamente fechado numa autêntica caixa-preta. As autuações, notificações e cobranças são feitas unicamente pela direção central do órgão, em Brasília. As superintendências estaduais, como a do Pará, não têm qualquer ingerência no processo. E, de Brasília, as informações não saem.
A reportagem do DIÁRIO tentou, por meio de entrevista e também utilizando um roteiro de perguntas, obter dados sobre o número de multas aplicadas pelo DNIT no Pará e as receitas por elas geradas. Em nenhum dos casos, houve sequer resposta.
(Diário do Pará)
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