Em 22 de outubro, a Agência noticiou que a última etapa dos trabalhos começara naquele dia, mas que teria três fases: a retirada dos escombros submersos, a retirada das “línguas” e a restauração completa. Segundo a Setran, 120 funcionários da Paulitec se revezavam nos trabalhos (curiosamente, o portal da Transparência não registra a liberação de um mísero tostão para a empresa, em 2014).
Mas dezembro chegou – e nada da ponte. E aí, em 17 de dezembro, a Agência Pará noticiou que ela só estaria concluída em fevereiro de 2015. No entanto, em 22 de dezembro, o Diário Oficial publicou o primeiro aditivo do contrato 60/2014 da Paulitec. Nele, a vigência foi ampliada para até 30 de outubro de 2015, “em virtude de haver impedimentos para a execução da totalidade das áreas abrangidas pelo projeto”.
O prazo mais recente (janeiro de 2016) só viria a ser divulgado agora em março, depois que a população começou a se mobilizar para “comemorar” o aniversário do acidente, interditando as balsas da travessia do Moju.
Segundo a Agência Pará, a segunda etapa de reconstrução da ponte, que começará em breve, será marcada pela retirada das “línguas”, com a ajuda de um aparelho de altíssima tecnologia (coisa, talvez, de Guerra nas Estrelas...): o A-Frame, construído em São Paulo especificamente para isso e que em breve chegará a Belém.
A previsão, nessa notícia do dia 16 de março, é que os serviços só estejam concluídos dentro de dez meses. Mas, como você já leu acima, é enorme o descompasso entre a “celeridade” das obras e a liberação de recursos para que elas sejam, de fato, concluídas.
(Diário do Pará)
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