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Escola ensina teclado para a 3ª idade

A professora da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa), Mavilda Jorge Aliverti Raiol, coordena um projeto de extensão voltado aos idosos. O projeto visa o ensino do teclado eletrônico de modo inicial para grupos da terceira idade. O tr

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A professora da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa), Mavilda Jorge Aliverti Raiol, coordena um projeto de extensão voltado aos idosos.

O projeto visa o ensino do teclado eletrônico de modo inicial para grupos da terceira idade. O trabalho teve origem em uma oficina ofertada pela Emufpa em 2004, a qual foi transformada em curso livre e há três anos em projeto de extensão.

O projeto foi direcionado aos idosos pela falta de cursos, em Belém, para essa faixa etária. Hoje, ele abrange nove turmas, com alunos de 45 a 76 seis anos de idade. O programa possui sete níveis, estruturados por módulos.

Segundo a professora, “o primeiro módulo é de conhecimento do teclado”, onde os alunos aprendem a ligar o instrumento e fazer os ajustes necessários antes do início da aula.

Nesse primeiro nível, os alunos aprendem a ler o que irão tocar. “Eles trabalham com iniciação de leitura espacial e leitura musical por decodificação de símbolos”, explica Mavilda.

Utilizando os planos sonoros, grave, médio e agudo junto a esses símbolos, eles começam a adaptar a vista e a treinar a coordenação motora. Isso influencia de maneira qualitativa o desempenho cognitivo desses alunos.

“Sempre quando o cérebro está funcionando, ele estabelece conexões neurais e para o idoso isso é muito importante”, explica.

VALORES

Em seguida são introduzidas as figuras musicais e seus respectivos valores. “Nós fazemos esses passos de iniciação da leitura com muita tranquilidade, para não ficar pesado para eles, depois vão entrando as cifras”, acrescenta a professora.

Alguns necessitam de uma preparação mais prolongada do que outros, porém após esse período, eles já conseguem assimilar as cifras e ler as notas com mais facilidade.

As turmas não passam por avaliações nos padrões de prova, mas o aluno é avaliado individualmente. Cada sala recebe no máximo seis alunos. Assim, a professora avalia de perto a desenvoltura de cada um.

tiver apto, o aluno avança de nível, caso contrário ele poderá repetir o módulo. Além das aulas, a cada fim de semestre as turmas se apresentam juntas.

A cada nível, os alunos aprendem repertórios mais elaborados. Até o terceiro módulo eles tocam, na maioria das vezes, cantigas de roda. No quarto módulo é introduzido um repertório mais popular. O método utilizado em sala foi criado por Mavilda para se adaptar às necessidades do público alvo.

“Todo ano esse método é ajustado, principalmente, nos primeiros passos, para facilitar cada vez mais o aprendizado”, explica.

Além dos conhecimentos musicais adquiridos, os idosos participantes do projeto são motivados a interagir socialmente uns com os outros dentro e fora da sala de aula.

Mavilda conta que para cada turma há um grupo no WhatsApp, um aplicativo de mensagem utilizado no celular onde se pode enviar mensagens, vídeos, imagens e arquivos de áudio.

Segundo a professora, eles interagem bastante por meio do aplicativo, marcam encontros extraclasses e compartilham conteúdos, muitas vezes produzidos por eles mesmos. “Por estarem em grupo, eles conversam, marcam programas, estudam juntos. As aulas acabam favorecendo um grande laço social”, diz repertório

Há no projeto as chamadas “turmas repertório”, com alunos que já passaram o sexto nível e querem continuar praticando. O objetivo é fazer os alunos estudarem de duas a três músicas por semestre. Segundo a professora, essas turmas possuem um vasto repertório e se apresentam quando são convidadas.

(Diário do Pará)

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