A expectativa dos feirantes no aumento das vendas do pescado para a Semana Santa começa a partir de hoje e amanhã. Até ontem, estava fraca a movimentação na Feira da Pedreira e a da 25 de setembro, em Belém. Com o decreto da proibição de saída de peixe em todo o Estado, há locais em que é possível encontrar o alimento mais barato.
O feirante Alex Sandro Vieira dos Santos, 30 anos, diz que comprou o pescado mais em conta, por isso consegue vender ao consumidor num preço menor.
“Esse ano a gente tá comprando mais barato. Antes tinha mais transporte pra fora. Tá bom pro consumidor”. Ele comercializa o quilo da dourada e do tambaqui por R$ 15.
Já o filhote e a pescada, os mais procurados na Semana Santa, tem o quilo vendido por R$ 25. Para ele, o preço pode até parecer salgado, entretanto se trata de um alimento de qualidade. “Tem que ver que o barato acaba saindo caro. Pode parecer caro, mas é do bom”.
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/Pa) divulgou um recente balanço sobre o preço do pescado comercializado nas principais feiras da capital.
O estudo mostra que entre janeiro e março deste ano, houve aumento no preço dos peixes. Os maiores foram o cação com alta de 19,36%; Camurim, 35,51%; Traira, 28,53%; e Xaréu com 26,68%. A pescada amarela apresentou aumento de 6,42% e o filhote, 4,40%.
Apesar do aumento, a aposentada de 64 , Hermelinda de Sousa Pereira, não quebra a tradição de comer peixe na Semana Santa. “Vim de Jacundá pra cá e vou passar a Semana Santa aqui. É tradição não comer carne nesse período. Não vou quebrar”, diz.
Pela segunda vez, o motorista Raimundo Lima, 38 anos, retornava a feira para comprar peixe. Desta vez para outras pessoas. O dele já estava garantido. “Eu cheguei aqui e a pescada amarela tá R$ 26. Estou comprando para os outros. São 2kg da pescada e 2 kg do filhote. Tudo deu R$ 125”, conta.
O feirante Denir Miranda, 47, que trabalha na Feira 25 de setembro, diz que para não perder a clientela, faz de tudo para reduzir o preço.
“A gente dá desconto, dá aquele que pode. Mas vai melhorar as vendas, se Deus quiser. Ainda não tá o esperado, contudo vai melhorar”, enfatiza.
(Diário do Pará)
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