Segundo a pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o pescado comercializado em mercados municipais vem apresentando altas abusivas. O balanço realizado no mês de março sobre os preços mostrou que mesmo com quedas, os dados referentes aos últimos 12 meses apresentaram altas.
O peixe que esta chegando à mesa dos paraenses nesta Semana Santa bem mais caro se comparado ao mesmo período do ano passado. Para os consumidores que não quiserem comprar peixes tradicionais, podem optar pelo almoço alternativo como o bacalhau, o pirarucu, o camarão ou o pescado, mas a maioria destes produtos alternativos, também estão mais caros em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisas do Dieese/PA.
Entre os produtos que mantiveram altas de preços nos últimos 12 meses, o destaque foi o pescado, tanto os comercializados em mercados municipais, como em supermercados.
Nos supermercados de Belém, por exemplo, a pesquisa do Dieese/PA sobre o preço do pescado no mês de março 2015 mostrou que o kg do filé de filhote ficou mais caro em 13,44% para esta semana santa, em relação a igual período do ano passado.
No mês de março/2015 o kg do file de filhote foi comercializado em média nos supermercados no valor de R$ 62,87, no mesmo período ano passado ele foi comercializado em média a R$ 55,42. Já o kg do filé de pescada amarela foi comercializado no mês de março deste ano em média a R$ 54,12, com um reajuste em relação a igual período do ano passado de 9,84%.
O kg do file de pescada branca também está mais caro custando em média R$ 31,09 com um reajuste nos últimos 12 meses de 13,05%.
Entre os peixes comercializados nos supermercados de forma inteira, muitos apresentaram alta de preços nos últimos 12 meses , com destaque para o mapará (inteiro), que custou em media no mês de março R$ 11,15 o kg com um reajuste de 36,81%, a pescada gó (inteira) apresentou um reajuste nos últimos 12 meses de 20,64%, e foi comercializada no mês de março em media a R$ 15,00 , o tucunaré grande (inteiro) foi comercializado em março a R$ 28,90 com reajuste de 18,93%; a gurijuba (inteira) foi comercializada em média no mês de a R$ 13,92 o kg com um reajuste de 10,83%; a corvina (inteira) foi comercializada em media a R$ 11,24 o kg com reajuste nos últimos 12 meses de 6,84%. Também estão mais caros o filhote (inteiro), a pescada amarela (inteira), a piramutaba (inteira) e a tainha (inteira).
Mariscos
Entre os mariscos o maior aumento verificado foi no camarão regional com um reajuste nos últimos 12 meses de 19,09%, seguido do camarão rosa grande com aumento de preços no últimos 12 meses de 10,30%.
O bacalhau, tradicional prato para alguns nesta época (comercializado em supermercado), também está mais caro e os reajustes variaram pelo tipo do produto comercializado e pelo local de venda, o kg do bacalhau saith, por exemplo, teve um reajuste nos últimos 12 meses de 20,32 % e foi comercializado no mês passado em média a R$ 40,39; o kg do bacalhau do porto também esta mais caro, com reajuste de 11,02% e foi comercializado em media no mês passado a R$ 53,90.
O bacalhau da Amazônia (o nosso Pirarucu Seco/resfriado) também está bem mais caro, com reajustes em torno de R$ 12,00 % em relação a igual período do ano passado, o kg está sendo comercializado entre R$ 35,00 a R$ 40,00 dependendo do local de venda e do tipo de pirarucu. Nas feiras livres pode ser encontrado com preços variando entre R$ 25,00 a R$ 40,00.
Outra alternativa que também pode ser encontrada, para o almoço da Semana Santa é o frango, que está custando em media R$ 5,64 (Frango Resfriado) e que manteve estabilidade de preço nos últimos 12 meses.
O peru, que está sendo comercializado em media a R$ 13,21 o kg (Peru Sadia) com um reajuste nos últimos 12 meses de 10,92%.
(DOL com informações do Dieese/PA)
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