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Pará gasta 45% do orçamento com pessoal

E o Pará segue gastando acima do limite de alerta quando o assunto é a folha de pagamento de seus servidores. Um levantamento feito pelo jornal Valor Econômico e publicado no dia 31 de março sobre o assunto aponta que 45,85% do que o Estado gasta mês a mê

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E o Pará segue gastando acima do limite de alerta quando o assunto é a folha de pagamento de seus servidores. Um levantamento feito pelo jornal Valor Econômico e publicado no dia 31 de março sobre o assunto aponta que 45,85% do que o Estado gasta mês a mês se destina a bancar os salários de temporários, efetivos e inativos - o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 49% e no caso de ultrapassagem dessa margem ficam suspensas as transferências voluntárias e contratações de operações de crédito. Esse registro aparece após a reforma administrativa aplicada pelo governador Simão Jatene (PSDB), no fim do ano passado, que extinguiu mais de uma dezena de secretarias, ao mesmo tempo em que começam a ser anunciadas as criações de novos órgãos, como por exemplo a Secretaria Extraordinária de Integração de Políticas Sociais, sob o comando da herdeira do tucano, Izabela Jatene.

“É uma equação muito simples, na verdade, mas não por isso menos preocupante. O governador arrocha os salários dos efetivos, mais estáveis e ao mesmo tempo mais caros para a administração pública, para manter sua base política com a contratação e manutenção de temporários”, analisa o deputado Carlos Bordalo, do PT, e componente da base de oposição no parlamento estadual. “Tenho me manifestado na tribuna constantemente em relação a isso, o serviço público acumula uma piora, com reclamações diárias, e de todos os lados, em relação ao atendimento prestado, enquanto que o PSDB segue o ciclo de plano de poder, como sempre fez aqui no Estado, mantendo seu lastro eleitoral”, lamenta o petista.

Ainda de acordo com o Valor Econômico, seguem nessa lista alarmante, junto com o Pará, os Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul, que estão acima do limite de alerta (44,1%).

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração informa que “o limite prudencial de gastos do Pará de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal é de 46,17% e, portanto, o Estado está abaixo do limite prudencial de gastos e toma todas as medidas para garantir a manutenção e respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Em 2013, conforme o infográfico acima, o Pará atingiu o percentual de 47,89% de gastos com a folha de pessoal.

(Diário do Pará)

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