Com apoio do projeto Marajó Viva Pesca, patrocinado pela Petrobras por meio do programa Petrobras Socioambiental, as 1,5 mil famílias que tiram sua subsistência do rio Canaticu, em Curralinho, na ilha do Marajó, buscam consenso para garantir a sustentabilidade dos recursos pesqueiros na localidade. Uma das principais preocupações é evitar a escassez dos peixes conhecidos nesse rio, como o aracu e o tucunaré, que estão com a reprodução comprometida. A iniciativa também visa a garantir a conservação de outras espécies aquáticas, como tracajás, peremas, jabutis, tartarugas e jacarés.
A proposta das 30 associações pesqueiras que se reúnem regularmente por meio do Viva Pesca é subsidiar um acordo de pesca para o rio. Para tanto, o grupo encaminhou minuta com propostas de novas regras sobre a prática da atividade no local para o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), no Pará. A expectativa é que haja monitoramento contínuo da área pelos pescadores para garantir o cumprimento do acordo – ainda em avaliação pelo Ideflor-Bio.
O projeto Marajó Viva Pesca é coordenado pelo Instituto Peabiru. Sua finalidade é recuperar e conservar recursos pesqueiros do rio Canaticu, além de atuar na educação ambiental e auxiliar pescadores na implementação de acordos de pescas. Para isso, realiza parcerias com instituições de pesquisa, como a Universidade Federal do Pará, que coletou dados sobre o estoque pesqueiro e as espécies existentes no rio.
(Diário do Pará)
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