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Médicos dos PSMs ameaçam cruzar os braços

Com aproximadamente dois milhões de pessoas, a capital paraense conta apenas com duas unidades de pronto atendimento: os Prontos-Socorros Municipais, Mário Pinotti, na 14 de Março e o Humberto Maradei Pereira, no Guamá. Com pouca infraestrutura e deficiên

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Com aproximadamente dois milhões de pessoas, a capital paraense conta apenas com duas unidades de pronto atendimento: os Prontos-Socorros Municipais, Mário Pinotti, na 14 de Março e o Humberto Maradei Pereira, no Guamá. Com pouca infraestrutura e deficiência no corpo funcional, o dia a dia dos hospitais calcula inúmeros descasos com a saúde. Revoltados, um grupo de médicos plantonistas ameaça paralisar as atividades na próxima quarta-feira, 8.

Inconformados com as carências e a falta de investimento municipal na saúde pública, no último dia 17, a equipe médica do PSM do Guamá elaborou um documento, o qual foi direcionado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e à direção do hospital.

Em pauta, está a cobrança de soluções para os problemas pontuais, além de atestar as dificuldades de atuação diante à redução do número de plantonistas, de quatro para três. Na justificativa, está o atendimento de média de 100 pessoas por plantão, entre decorrências de enfermarias, observação, urgência e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), além de alta complexidade.

O documento também discorre a falta de equipamentos para o trabalho destes profissionais no PSM do Guamá. “A referida instituição não dispõe, no momento, de eletrocardiografia e radiologia convencional funcionante, que, segundo a Portaria nº 2048/2002 do Ministério da Saúde, constituem recursos mínimos obrigatórios os quais devem, necessariamente, fazer parte do arsenal de qualquer unidade 24 horas de atendimento às urgências e emergências”.

Um médico plantonista, que preferiu ter sua identidade resguardada para não sofrer retaliações, contou ao DIÁRIO as dificuldades decorrentes da falta de investimento nos PSMs de Belém.

“Estamos sem medicamentos, como a penicilina-benzatina, não tem eletrocardiograma, tropolina, exames para diagnosticar infartos, além disso, há uma sobrecarga de pacientes para fazer o atendimento diário. Os tratamentos de prevenção devem ser feitos nos postos de saúde, e como também há precariedade nestes, as pessoas procuram os PSMs. Tem dias que em um plantão de 12 horas, nós, médicos, atendemos quase 100 pessoas”, informou.

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(Diário do Pará)

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