Os 102 anos de fundação de Marabá chegam em um momento em que a cidade, localizada no sudeste paraense, comemora conquistas recentes no âmbito econômico e vive a expectativa de dias ainda melhores para os próximos anos.
O crescimento do município tem muito a ver com os rios Tocantins e Itacaiunas, que banham a cidade e são representados pelas faixas amarelas da bandeira municipal. “Podemos dizer que, assim como o Egito é uma dádiva do Nilo, Marabá foi uma dádiva de Tocantins e Itacaiúnas”, ressalta o historiador Moisés Ferreira.
Segundo ele, o que estava em questão, especialmente no período de desenvolvimento da economia extrativista, era o potencial de mobilidade oferecido por ambos os rios.
“Basta que se tenha em mente que esses produtos - sobretudo o caucho - eram explorados para o consumo de um mercado externo, mas não havia estradas para o seu escoamento”, explica o professor.
A economia da borracha estava no auge na Amazônia e, paralela à exploração da castanha, que perdeu importância a partir de 1897, tornou-se a atividade básica no sudeste paraense.
“Foi nesse contexto que ganhou destaque a vinculação de grupos caucheiros com os maranhenses Francisco Coelho e Francisco Cassimiro. Com o declínio da borracha, retomou-se a exploração da castanha”, detalha o historiador.
Apesar das dificuldades, para Moisés, que mora desde 2010 no município, “o que me atraí em Marabá, como de resto a todos os migrantes que conheço, é o próprio povo. A felicidade, em Marabá, está por todos os lados”, garante.


(Antonio Santos/DOL)
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