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Servidores do altar se dividem entre 80 paróquias

Mestre de Cerimônias da Arquidiocese de Belém e diretor espiritual dos Servidores do Altar, o padre Plínio Moraes Pacheco é também o pároco da Paróquia do Menino Deus. Ele explica que todo mestre de cerimônias assume a responsabilidade de fazer o acompan

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Mestre de Cerimônias da Arquidiocese de Belém e diretor espiritual dos Servidores do Altar, o padre Plínio Moraes Pacheco é também o pároco da Paróquia do Menino Deus.

Ele explica que todo mestre de cerimônias assume a responsabilidade de fazer o acompanhamento espiritual e vocacional dos coroinhas. Segundo ele, cada uma das mais de 80 paróquias da Arquidiocese de Belém tem o seu grupo de Servidores do Altar, e todos eles passam pela Escola Arquidiocesana, que funciona em locais diversificados. Porém, atendendo a um cronograma que é elaborado ainda no ano anterior, com todas as datas, horários e locais definidos.

“A Escola Arquidiocesana atua não só na formação religiosa do coroinha como também na formação para a vida, de uma forma geral. A igreja tem a preocupação de dar um norte para a vida deles, tanto na vida cristã quanto no lado moral e psicológico. Os padres acompanham seus coroinhas e há ainda sempre um casal que fica responsável para também dar um suporte. O grupo de coroinhas é porta de entrada para outros grupos da igreja. Eles têm a função de, principalmente, ajudar na santa missa e na preparação do ambiente da igreja. Eles acompanham o sacerdote, organizam os materiais litúrgicos e auxiliam nos ritos da missa. Não tem idade específica para entrar. Basta querer e o padre observa se o jovem tem vocação para permanecer”, frisa.

Para o padre Plínio, a recompensa é ver que os ensinamentos passados pela igreja são absorvidos pelos jovens. “É uma gratidão muito grande quando vemos o jovem bem encaminhado, que tem sua família, que passou em um concurso, e é isso que queremos. Muitos jovens que já saíram hoje têm filhos que são coroinhas. É um legado, é uma forma de evangelização. É uma vocação e toda vocação é uma evangelização”, completa.

VIDAS REGRADAS

Os coroinhas usam uma túnica branca durante as celebrações litúrgicas. Os jovens procuram ter uma vida regrada, seguindo os ensinamentos que são passados a eles no ambiente da igreja.

“Estou há oito anos. Eu era do coral e depois optei por ser coroinha. Nós somos privilegiados por estar próximos da santíssima eucaristia. Fora da igreja, faço curso de técnico em informática e o segundo ano do ensino médio. Quando tenho folga durante o dia sempre que posso venho participar. Estudo de manhã, faço curso à tarde e depois venho para igreja. Quando chego em casa, se tem trabalho eu faço, dá para conciliar. Meus pais dão apoio para mim e meu irmão, apesar de não participarem muito. Minha avó que nos criou, a dona Francisca, já é bastante ativa. A minha prioridade é estar aqui e gosto de deixar tudo arrumadinho para a missa. É um compromisso com Deus. Aqui dentro a gente aprende várias coisas e uma delas é a humildade. Todas as funções são igualitárias. Quem entra no grupo, com certeza, sai diferente. Vão ser mães e pais diferentes do que nós vemos hoje na sociedade”, ressalta Marcos Amaral, 17.

(Diário do Pará)

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