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Mosqueiro: procura por praias foi menor

Banhistas das praias de Mosqueiro foram surpreendidos pela chuva que caiu no fim da manhã de ontem. No distrito de Belém, as pessoas que foram à praia do Farol se escondiam da chuva com toalhas e debaixo de árvores, bares e restaurantes vizinhos. Outras n

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Banhistas das praias de Mosqueiro foram surpreendidos pela chuva que caiu no fim da manhã de ontem. No distrito de Belém, as pessoas que foram à praia do Farol se escondiam da chuva com toalhas e debaixo de árvores, bares e restaurantes vizinhos. Outras não se intimidaram e continuaram na água.

Grupos de famílias e de amigos que se organizaram desde a sexta-feira para se divertir nas praias da Bucólica aproveitaram bem o início do feriado com sol. “Só hoje ficou assim. Os outros dias foram bem quentes e nos divertimos bastante”, sorria o banhista Renato Augusto.

“Fico torcendo agora pelo feriado de 21 de abril”, planejava a funcionária pública Célia Costa.

Estima-se que pelo menos 400 pessoas optaram pelas praias do Farol e Chapéu Virado, duas das quatro mais procuradas pelos banhistas, segundo cálculos dos bombeiros.

O número foi considerado baixo em comparação ao ano passado, quando mais de mil pessoas passaram por Mosqueiro. Nas praias de Marahú e Paraíso, esse total foi de 200 pessoas, conforme relatos do Corpo de Bombeiros.

Para atuar nas 15 praias de Mosqueiro no atendimento de pronto-atendimento, o Corpo de Bombeiros informou que atuou com 61 militares, com o apoio de uma viatura do tipo ambulância, uma lancha com tubo de resgate e um pranchão. “Ontem tivemos dois afogamentos na praia do Marahú”, relatou o tentente do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Monteiro.

SUJEIRA

A beira da praia do Farol estava ontem tomada de sujeira. Restos de galhos e até troncos de árvores dividiam espaço com os banhistas. Indagado sobre a situação, o tenente bombeiro Rodrigo Monteiro informou que foram feitos contatos com a Prefeitura de Belém.

“Fizemos contato com a prefeitura para mandar equipes para limpar a praia, mas até agora nada foi feito”.

Na Praia Grande, uma série de problemas podia ser flagrada. A falta de manutenção de ruas e das construções seculares chamava a atenção: os imóveis estão sendo ameaçados pela erosão.

Sobre a praia, uma das barracas ainda resiste. De madeira, a construção frágil que já está sendo invadida pelas águas é o destino preferido de alguns clientes.

“Sempre viemos para esta barraca, conversamos e nos divertimos. A gente faz até coleta para ajudar o dono do local para reforçar a madeira do bar. Aqui ao lado havia outra barraca, da dona Guiomar, mas o local foi destruído pela água”, contou a funcionária pública Adailze Cerbino.

“Nosso paraíso é aqui. Infelizmente está tudo abandonado pela prefeitura, que não tem coragem de fazer alguma intervenção para melhorar e não deixar acabar os poucos atrativos que temos em Mosqueiro. As praias de Marahú e Ariramba estão com o mesmo problema, da erosão”.

A reportagem procurou a Prefeitura de Belém para comentar o assunto, mas não obteve retorno.

(Diário do Pará)

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