Os sinais de alerta sobre o aparecimento de superbactérias e os impactos que isso pode acarretar à saúde pública surgem de diferentes partes do mundo.
Um estudo encomendado pelo governo britânico, por exemplo, chegou a um resultado assustador. Levando em conta projeções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG, o estudo calculou tanto as taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas superbactérias quanto os impactos que elas terão na área econômica.
PESQUISA
Especificamente no tocante à saúde pública, o resultado da pesquisa concluiu que, a partir do ano de 2050 – dentro de apenas 35 anos, portanto –, as bactérias resistentes à ação de antibióticos matarão pelo menos dez milhões de pessoas por ano, mais do que o número atual de mortes provocadas pelos mais diferentes tipos de câncer. Isso, se não forem tomadas providências em tempo hábil por autoridades médicas ao redor do mundo.
Já do ponto de vista econômico, concluiu-se que os custos de tratamento das infecções causadas por esses microrganismos terão um impacto nos sistemas de saúde avaliado em torno de 100 trilhões de dólares nas próximas décadas.
A Organização Mundial de Saúde diz que novos antibióticos devem ser desenvolvidos, mas ao mesmo tempo adverte que governos e indivíduos precisam assumir responsabilidades pela adoção de medidas capazes de retardar o processo de resistência das bactérias.
A OMS observa que a resistência a antibióticos usados no combate a algumas infecções saiu de zero, na década de 1980, para mais da metade dos casos na atualidade.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar