De roupas pretas, com carro som, apitos e faixas cobrando providências e exigindo respeito, um grupo de trabalhadores administrativos da Polícia Civil do Pará, se reuniu na porta da Secretaria de Administração do Estado (Sead), na manhã de ontem, para cobrar melhores condições de trabalho e de remuneração, além de outros benefícios. Uma carta de reivindicações foi feita e entregue na Sead.
A categoria não descarta a possibilidade de fazer uma paralisação caso não sejam atendidas as exigências.
Confira os objetivos da paralisação:
Os servidores exigem que todos os benefícios pagos aos escrivães e investigadores sejam estendidos aos profissionais que atuam nos setores administrativos das delegacias.
“Hoje a diferença de salários é muito grande. Em média um policial civil ganha 4 mil reais, enquanto os administrativos ganham mil. Eles não recebem plantão remunerado, e nem risco de vida, o que mostra que o Governo não valoriza o trabalho. Sem eles, a polícia não funciona”, disse José Pimentel, diretor social do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol).
Reunidos em assembleia na sede do Sindpol, no último sábado, 4, os servidores administrativos decidiram fazer o ato.
“Hoje estamos aqui para conversar com os representantes da Secretaria de Administração. Precisamos que o Estado reconheça os servidores administrativos, como parte da Polícia Civil. No total são 592 profissionais”, comentou Pimentel.
A carta também defende a inclusão dos servidores administrativos na lei orgânica da Polícia Civil, como já acontece em outros Estados. Entre as pautas, os trabalhadores exigem a volta da gratificação por tempo integral, que, em 2012, foi reduzido de 70% para 30%.
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração do Pará informou que os representantes do Sindicato foram atendidos pela Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas, Ruth Pina e de Gestão Administrativa, Edilena Rocha.
“Foi informado que o processo que trata das reivindicações foi encaminhado para a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) para análise da disponibilidade orçamentária e financeira. Outra reunião ficou agendada com a categoria para o dia 22 de abril”, informou a nota.
(Diário do Pará)
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