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Técnicos têm que trabalhar no calor

Vulneráveis a contaminações, técnicos em enfermagem do Hospital Ophir Loyola trabalham há mais de um mês sem ar condicionado na sala de medicamentos da Unidade de Atendimento Imediato (UAI). Devido ao calor insuportável, foi necessário improvisar um vent

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Vulneráveis a contaminações, técnicos em enfermagem do Hospital Ophir Loyola trabalham há mais de um mês sem ar condicionado na sala de medicamentos da Unidade de Atendimento Imediato (UAI).

Devido ao calor insuportável, foi necessário improvisar um ventilador. Segundo um técnico, que prefere ter a identidade preservada, pelas normas gerais do hospital, é proibido o uso de ventilador devido à proliferação de bactérias. “No nosso local de trabalho tem lixo hospitalar. Quando o ventilador bate, começa a proliferar”, reclama.

O funcionário também relata que, na ala de urgência e emergência - UNI 2 -, na teoria, não deveria haver pacientes ocupando as poucas macas por se tratar de um atendimento breve. Porém, na prática, a situação é o oposto. Devido à falta de leito em outros setores, muitos ocupam a urgência, já lotada.

“Ta superlotado. Nessa ala onde fica a urgência, tinha leito para quatro pacientes ficarem, serem atendidos e depois liberados. Agora são três leitos, sendo que a gente colocou mais duas macas porque só lá que tem oxigênio. Quando os pacientes chegam, estão muito debilitados e eles vão pra lá”, detalha.

A insatisfação do servidor público passa também pela falta de material adequada para atender as necessidades básicas da população. “O básico, que é saco para óbito, não tem, medicamentos para náuseas, para hemorragia. A Avao, que fica bem do lado, faz as doações pra gente. Não tem remédio para febre, dor de cabeça. Eles que trazem pra gente. Não tem atadura, algodão. A gente faz o máximo que pode.”

O ar condicionado para os pacientes na UNI 3, onde há duas enfermarias masculinas e femininas, é mais um problema. Os pacientes trazem ventiladores. Segundo o enfermeiro, o calor dificulta a reabilitação dos doentes. “A pessoa já chega com problemas, fraca, com baixa imunidade, e ainda fica numa situação dessas. Também fica exposta a bactérias. Eles reclamam que está bastante quente”, conta.

O Hospital Ophir Loyola informa em nota que a unidade já possui projeto de reforma a fim de otimizar fluxos, melhorar a operacionalização dos serviços, proporcionar mais qualidade aos atendimentos, garantindo o processo de humanização. O projeto está em fase final de liberação de recursos.

(Diário do Pará)

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