Servidores do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde (NEMS), em Belém, aderiram à paralisação nacional e cruzaram os braços na manhã de ontem (07) seguindo agenda do Dia Nacional de Lutas e Dia Mundial da Saúde.
O objetivo principal da ação é exigir do Ministério do Planejamento o atendimento das reivindicações protocoladas junto ao ministro Nelson Barbosa em fevereiro deste ano.
De acordo com os trabalhadores, o cenário da conjuntura é de ataque e retirada de direitos, em especial dos Servidores Públicos. A edição das Medidas Provisórias 664 e 665 altera direitos previdenciários e trabalhistas, aliada às demais medidas do ajuste fiscal e congelamento dos salários, o que vai agravar ainda mais as péssimas condições de trabalho e o precário atendimento à população.
“Nós queremos a revogação das Medidas Provisórias 664 e 665, porque elas tiram direitos básicos dos trabalhadores, conquistados com muita luta”, afirmou Fátima Viana, servidora do Ministério da Saúde e diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Previdência, Saúde, Trabalho e Assistência Social do Pará (Sintprevs/Pa).
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão: política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias; índice linear de 27,3%; data-base em 1° de maio; direito de negociação coletiva (convenção 151 OIT); paridade salarial entre ativos e aposentados; retirada dos projetos do congresso nacional que atacam os direitos dos servidores; aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores; isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes; anulação reforma da previdência realizada através da compra de votos dos parlamentares; extinção do fator previdenciário; incorporação de todas as gratificações produtivistas; fim da terceirização que retira direito dos trabalhadores.
Em Brasília a mobilização se prolonga até a próxima quinta-feira (09), com grandes marchas do funcionalismo federal, como parte do calendário de atividades aprovado no lançamento da Campanha Salarial 2015 do Fórum de Entidades dos Servidores Públicos Federais (SPFs).
A paralisação também registrou a indignação dos servidores com o processo de privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Amasília Souza, diretora do Sintprevs/Pa afirma que a PEC 451/2014, de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aprovada, irá debilitar ainda mais o SUS.
“A proposta obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os empregados e família. Os procedimentos dos planos não contemplam muitos serviços oferecidos pelo SUS”.
(Diário do Pará)
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