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Cesta básica sofre o 3º aumento consecutivo

Com a alta de 1,63%, a cesta básica dos paraenses sofreu o terceiro aumento consecutivo este ano, custando R$ 320,02 no mês passado. De acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diees

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Com a alta de 1,63%, a cesta básica dos paraenses sofreu o terceiro aumento consecutivo este ano, custando R$ 320,02 no mês passado.

De acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste representa um comprometimento de pelo menos 44% do atual salário mínimo, fixado em R$ 788.

Para o Dieese, além das questões sazonais, grande parte dos aumentos que encareceram ainda mais a alimentação básica no estado já eram previstos devido aos reajustes na tarifa de energia elétrica e nos combustíveis que atingem todo o país.

O balanço feito pelo Dieese em março deste ano mostra que a maioria dos produtos apresentaram altas de preços, com destaque para o tomate, que teve o reajuste de 6,42%, seguido pelo óleo de cozinha, com a alta de 2,56%; a banana com reajuste de 1,85%; o pão com alta de 1,59%; e a manteiga com o aumento de 1,14%.

Contudo, alguns produtos continuaram apresentando quedas de preços, com destaque para a farinha de mandioca que, no mês anterior, apresentou recuo de 1,46%, seguido do açúcar, que reduziu 0,82%.

Ainda conforme o levantamento do Dieese, no último mês, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta por dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 960,06, sendo necessário 1,2 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades só com a alimentação.

TEM QUE PESQUISAR!

Para tentar driblar os frequentes reajustes e, assim, minimizar os gastos com a alimentação, os consumidores afirmam que só há uma solução: pesquisar os produtos com preços mais baixos, disponíveis nas gôndolas dos supermercados.

“Com R$ 200 você levava uma certa quantidade há alguns meses, agora com a mesma quantia você já leva menos. Parece pouco, mas na hora de somar tudo o impacto é grande. O exercício da economia é ver o que está mais barato no supermercado. Os alimentos não perecíveis compro para o mês inteiro, mas frutas, legumes, carnes é de 15 em 15 dias. Está saindo bem caro”, ressalta a assistente social Selma Santos, 47.

Já a contadora Lydia Chaves, 52, afirma perceber a elevação no custo da alimentação todas as vezes que vêm ao supermercado. “Moro ao lado do supermercado e a gente assiste a essa remarcação de preço. São centavos que no final dão uma diferença significativa”, frisa.

(Diário do Pará)

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