O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos; e o corregedor da Polícia Militar devem se reunir hoje para discutir medidas que possam evitar, futuramente, situações como as que acarretaram no afastamento de dois PMs por conduta inapropriada, em eventos distintos: o cabo Antônio Cabral, por ter sido flagrado, no dia 7, de posse do telefone celular de um turista carioca assassinado no bairro da Campina durante o feriado da Páscoa; e o soldado Sérgio Guerra, que no dia 8 praticou um assalto na Cidade Nova IV e acabou trocando tiros com a polícia, evento este que terminou com um colega de farda ferido sem gravidade. Ambos estão presos e devem ser expulsos da corporação.
Brasil explica que, no primeiro caso, Cabral deve responder pelo crime de peculato, e somente na esfera da Justiça Militar, enquanto que Guerra responderá por tentativa de homicídio e, pela Justiça Penal, por roubo.
“Além disso, já foi instaurado conselho de processo disciplinar para ambos e que, inevitavelmente, acarretará na expulsão deles da Polícia Militar”, reforça.
O promotor enfatiza que a ajuda da sociedade é fundamental para que esse tipo de conduta seja denunciada. “As pessoas têm denunciado mais e isso nos é de grande ajuda, porque ajuda a manter longe da corporação esse tipo de servidor. É muito importante que, diante de uma cena suspeita, que a pessoa se dirija à corregedoria ou à própria promotoria para prestar depoimento e formalizar a denúncia”, explica.
Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado do Pará, o cabo Francisco Xavier faz questão de reforçar que esse tipo de comportamento não é padrão dentro da corporação.
“Lamentamos muito, mas em todo lugar tem esse tipo de trabalhador que só faz manchar a imagem da categoria. Nós não compactuamos com isso. A Associação existe para defender os interesses da corporação, mas antes de qualquer coisa, nós trabalhamos em prol da sociedade, essa é a nossa missão, é o que vem primeiro. Tanto que as prisões foram efetuadas pelos próprios PMs, porque a gente não concorda com isso”, enfatiza o policial militar.
(Diário do Pará)
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