Cerca de 1.000 pessoas são esperadas amanhã pela manhã no empreendimento Città Mariz, que a incorporadora PDG tenta construir no quilômetro 12 da rodovia BR-316 para uma grande manifestação.
O atraso na entrega da obra já chega há dois anos e acabou com a paciência de centenas de clientes que se cansaram das desculpas dadas pela incorporadora.
As famílias prometem inclusive fechar as duas pistas do lado BR-316 onde está sendo erguido o condomínio. “Vamos vestidos de preto levando faixas, cartazes apitos e panelas denunciar o descaso e a falta de respeito da PDG com a gente. Estamos vivendo num verdadeiro caos com a falta de perspectiva de entrega dos nossos apartamentos”, denuncia a autônoma Suzana Melo Martins, proprietária de um apartamento.
O projeto do Città Mariz foi lançado em março de 2011 e prevê a construção de 47 torres com 940 apartamentos. A promessa de entrega era para maio de 2013.
“No meu caso compramos o apartamento em outubro do ano passado, mas dezenas de famílias compraram ainda na planta. Quando fechamos negócio prometeram entregar em fevereiro passado. No final desse mês nos comunicaram que a entrega seria adiada para junho, mas passamos na obra e acho bem difícil de isso ocorrer. Já prometeram a entrega outras vezes e adiaram”, diz Suzana.
Vários compradores entraram na Justiça contra a PDG e a Caixa Econômica Federal para exigir a finalização do empreendimento e o cancelamento da taxa de evolução e obra paga ao banco.
“A Caixa repassou o valor total do financiamento para a PDG, mas a incorporadora não entrega a obra. Enquanto isso temos que pagar juros na nossa parcela por uma obra que ainda não foi entregue. Essa taxa deve ser cobrada é da PDG que não entrega o que promete.”, coloca a autônoma, afirmando que muitas pessoas conseguiram parar com a cobrança judicialmente.
Para tentar “adoçar” os clientes revoltados, a PDG realiza mensalmente uma espécie de café da manhã no canteiro para informar sobre a “evolução” das obras. A iniciativa, ao que parece, terá o efeito contrário do que a incorporadora deseja.
“Vamos demonstrar toda a nossa indignação. Famílias inteiras estão sendo prejudicadas por esse atraso. Na época que comprei o apartamento morava de aluguel e não renovei o contrato contando que me mudaria para lá em fevereiro passado. Agora moro de favor na casa minha sogra. Muitos outros estão nessa situação. Sei de famílias que estão sendo até despejadas e não têm onde morar”, revela Suzana.
Em nota a PDG informa que “tem mantido reuniões mensais com a Comissão para informar sobre o andamento da obra, bem como sobre todas as providências tomadas visando atender às exigências dos órgãos públicos para a entrega dos apartamentos”.
A Incorporadora informa ainda que “trabalha com total empenho para finalizar o empreendimento”, mas não revela quando se dará, de fato, a entrega do empreendimento.
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(Diário do Pará)
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