Superlotação, pacientes internados nos corredores devido a falta de leito e de maneira inadequada, médicos adoecendo devido as condições insalubres, e outras irregularidades foram constatadas novamente por representantes do Sindicato dos Médicos do Pará em visita feita ao Pronto-Socorro da 14 de Março, anteontem.
Na visita, a constatação de velhos problemas.“No aspecto geral, vimos que houve melhoria nas instalações e climatização das enfermarias, mas lamentavelmente persiste a situação de pacientes assistidos de forma inadequada e fora dos padrões de atendimento digno e de qualidade”, disse o diretor João Gouveia, acompanhado do também diretor, Hilmar Ferreira.
Segundo o Sindmepa, o grande nó do hospital continua sendo a porta de entrada, com superlotação e tratamento inadequado de pacientes. “Sabemos que o grande problema está na falha do sistema de saúde, que não funciona como deveria e acaba por sobrecarregar os dois HPSM da cidade, o da 14 e o do Guamá”, disse o diretor João Gouveia.
Após a visita, os diretores reuniram com o titular da Secretaria Municipal de Saúde, Sérgio Amorim, e com outros dirigentes do hospital. Os médicos expuseram as condições de trabalho na instituição e solicitaram melhorias salariais e de ambiente de trabalho. O médico Hildebrando Ribeiro Júnior, que atua no hospital, disse que as condições são as piores possíveis, mas ainda acredita num Pronto-Socorro melhor para todos. Ele relatou que profissionais médicos adoecem devido às condições insalubres e defendeu uma reorganização nos plantões e aumento no valor pago pela PMB. O secretário de saúde, por sua vez, culpou o não funcionamento do sistema de saúde de cidades do interior, que segundo ele acabam mandando seus doentes para Belém. “Cerca de 70% a 80% dos pacientes internados aqui são do interior”, disse ele, culpando ainda os pacientes que moram na capital, que ignoram atendimento nos seus bairros.
O diretor João Gouveia pediu ao secretário que a Sesma promova a valorização dos servidores efetivos e temporários da saúde, “que continuam recebendo salários ridículos” e que se faça realmente o concurso público e o PCCR para organizar a área. Ele solicitou informações à Sesma por escrito para subsidiar uma reunião de trabalho sobre PCCR que haverá no próximo dia 16. Reafirmou que se nada for feito em dois meses, o Sindicato poderá recomendar novamente um movimento paredista no município.
(Diário do Pará)
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