A grande dimensão territorial do Estado faz com que a infraestrutura instalada seja muitas vezes insuficiente ou pouco eficiente no atendimento de algumas regiões, conforme apurou o estudo. Alguns dados interessantes dizem respeito, em especial, à malha rodoviária, hoje deficitária em vastas regiões do interior paraense.
O Pará conta com um total de 35.687 quilômetros de rodovias implantadas e mais 6.932 quilômetros de rodovias apenas planejadas. Do total implantado, apenas 4.689 km são pavimentados, o que equivale a aproximadamente 13%. Com exceção de algumas poucas rodovias federais, a maior parte das rodovias pavimentadas encontra-se nas regiões próximas a Belém. “Portanto”, completou o estudo, “percebe-se que o Estado do Pará, apesar da extensa malha implantada, sofre ainda com uma condição precária de tráfego rodoviário”.
A densidade rodoviária do Pará é de aproximadamente 28 km de rodovias para cada 1.000 quilômetros quadrados de área territorial. Esse número é cerca de 28 vezes menor que a densidade rodoviária do Estado de São Paulo, citado pelos pesquisadores para efeito comparativo. Se forem consideradas somente as rodovias pavimentadas, a densidade rodoviária do Pará é de apenas 4 km de rodovias por 1.000 quilômetros quadrados de área territorial – um número 36 vezes inferior a do Estado de São Paulo.
O projeto identificou as 17 rodovias que, na avaliação dos pesquisadores, são os principais corredores rodoviários do Estado, sendo nove delas federais – incluindo a BR-316 e a BR-010, além da Transamazônica e a Cuiabá/Santarém – e sete estaduais, entre elas a PA-150. Juntas, essas rodovias totalizam 7.759 km de extensão, dos quais apenas 26% encontram-se em boas condições de tráfego. “A maior parte das rodovias implantadas no Pará apresenta condições de regulares a péssimas”, completou o estudo.
Outra deficiência apontada prende-se ao fato de que uma extensa parte do território paraense ainda carece de integração adequada através do modal rodoviário, o que encarece o custo do abastecimento geral do Estado, além de prejudicar o escoamento da produção e dificultar a livre movimentação de passageiros.
(Diário do Pará)
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