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Logística ruim inibe desenvolvimento no Pará

A infraestrutura portuária do Pará, que já apresenta no momento restrições de capacidade na movimentação de cargas, nem de longe está à altura da grandeza territorial do Estado e do seu potencial econômico. E o que é pior: as restrições de capacidade tend

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A infraestrutura portuária do Pará, que já apresenta no momento restrições de capacidade na movimentação de cargas, nem de longe está à altura da grandeza territorial do Estado e do seu potencial econômico. E o que é pior: as restrições de capacidade tendem a se tornar críticas no futuro, devido ao grande aumento esperado na movimentação de cargas, que serão geradas aqui mesmo e também em outros Estados, visto que a infraestrutura portuária paraense faz parte de diversos macroeixos estratégicos.

O diagnóstico, em tom de alerta, está contido nas conclusões de um estudo desenvolvido em parceria pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Universidade Federal do Oeste do Pará. O Projeto Microeixos do Amapá, Amazonas e Pará foi concebido pela Sudam com o objetivo de aprofundar os diagnósticos e as análises realizadas pelo Projeto Norte Competitivo, desenvolvido em 2010 pela Ação Pró-Amazônia com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a participação das nove federações de indústrias da Região Norte.

O Projeto Norte Competitivo, que no Pará teve a participação da Fiepa, buscou identificar na Região Norte do país os macroeixos logísticos de transporte e seus respectivos projetos logísticos prioritários para investimentos. Uma vez executados, conforme demonstrou o estudo realizado há cinco anos, esses projetos deverão gerar considerável aumento na competitividade da região como um todo, tanto através da redução de custos logísticos de transporte quanto do desenvolvimento social dos diversos Estados que a integram.

Os macroeixos identificados pelo Projeto Norte Competitivo são responsáveis pela movimentação regional de cargas e passageiros, de modo que, dentro do ambiente estadual, eles muitas vezes não atendem adequadamente às demandas, sempre crescentes. Foi essa constatação que fez necessário um estudo de priorização de projetos logísticos focados nos Estados, mas sem perder a visão regional do conjunto e o contexto mais amplo em que se acham inseridos. Foi esse o estudo realizado agora, começando pelos Estados do Amapá, Amazonas e Pará.

No caso do Pará, especificamente, o estudo constatou que, embora de grandes dimensões territoriais, o Estado é carente de infraestrutura de transporte adequada, tanto para as elevadas movimentações de cargas existentes e projetadas quanto para promover uma integração maior do seu território. O cruzamento da demanda e da oferta por transporte no Pará identificou gargalos atuais e futuros de capacidade, tanto na infraestrutura portuária quanto na aeroportuária e ferroviária. As mesmas deficiências foram detectadas também no nível de atendimento atual das rodovias e dos terminais de passageiros em todo o Estado.

Rodovias são regulares ou péssimas.

Modal hidroviário é mal aproveitado.

(Diário do Pará)

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